Ser dono do próprio negócio é o desejo de muitos jovens. A parte mais difícil do sonho é enfrentar as burocracias, contratar funcionários, ganhar clientes, crédito e montar o escritório. Passar de empregado para empreendedor requer muito esforço, dedicação e trabalho.
Na maioria dos casos, motivados por não se contentar apenas com seu rendimento financeiro onde são empregados, começam a trabalhar de casa, como freelancers. Com o passar do tempo, a demanda aumenta e se torna inevitável criar seu próprio negócio. Cada vez surgem mais empresas comandadas por esses jovens que buscam o seu lugar ao sol.
?Eu e meu sócio, cada um em uma agência, começamos a divergir de algumas opiniões entre nós e os superiores. Tínhamos ideias parecidas e nos sentíamos presos. Até que criamos coragem e, em 2012, começamos fazendo de casa, e depois conseguimos ter nossa própria agência?, conta o sócio da Znit Publicidade Integrada, Tony Arf, 25 anos. A empresa hoje conta com sete funcionários e atende a 20 clientes.
Identificando uma brecha no mercado profissional, os sócios Renan Teles e Fábio Ferreira, na época aos 18 e 20 anos, respectivamente, não perderam tempo e criaram a Youzoom, empresa responsável, por exemplo, por desenvolver o layout do site O Pantaneiro e as ações de marketing nas redes sociais.
?Trabalhávamos em uma empresa de educação à distância e percebemos que as empresas eram carentes de uma tecnologia diferente. Esse era o caminho, apostamos e deu certo?, relembra Teles, hoje com 24 anos, clientes em sete estados diferentes e um quadro de oito funcionários.
O programador de sites Alexandre Montello, da Shape Web, aos 20 anos, já havia passado por algumas empresas e rapidamente alcançou o cargo de diretor de web. Os famosos ?freelas? vinham como complemento do salário, até que a ?renda-extra? ultrapassou a faixa de assalariado, e isso mudou a visão do programador, que, mesmo com as dificuldades, encarou o desafio e hoje já conta com mais de 20 clientes e oito funcionários. ?Sempre trabalhei como programador, mas comecei a render muito mais como freelancer do que fixo. Cheguei a passar no concurso da Caixa Econômica, mas fiz as contas e vi que não compensava trabalhar para alguém ou para uma empresa?, conta Montello, hoje com 27 anos.
Questionados sobre as dificuldades, a conquista da credibilidade no mercado e as burocracias são citadas como os problemas principais na hora de abrir a própria empresa. ?A falta de experiência nos faz sofrer ainda hoje com as burocracias. Não é uma coisa que se aprende na faculdade. Lá não te ensinam a empreender, apenas ser funcionário. Outra dificuldade foi com a falta de crédito. Tivemos que iniciar a agência com próprio capital, porque os bancos não nos davam crédito suficiente?, conta Tony, da Znit.
Para que as empresas iniciantes possam se consolidar os empreendedores indicam três pontos fundamentais: planejamento, capacitação e marketing Pessoal. ?Muitos têm preconceito pelo fato de ser um jovem empreendedor. Para trabalhar a credibilidade é necessário ter um bom marketing pessoal. O que faço é mostrar trabalhos, citar os clientes que já atendi e com quem trabalhei. Até a roupa que visto interfere na visão do cliente?, recomenda Alexandre, da Shape Web.
Todos os entrevistados receberam assessoria do Sebrae/MS (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que disponibiliza cursos, palestras e eventos destinados ao empreendedorismo. O Sebrae/MS está localizado na Avenida Mato Grosso, 1661, no Centro de Campo Grande. Mais informações pelo telefone (67) 3389-5555.