As investigações sobre a morte da adolescente Victória Nunes Fretes, 17 anos, que chocou Mato Grosso do Sul, devem ser concluídas ainda este mês. A menina morreu depois de cair da moto do namorado, Thiago Ângelo de Lima, 22, no córrego Anhanduí, no dia 18 de janeiro, na região central de Campo Grande, após ele ter, supostamente, empinado.
O delegado responsável pelo caso, Miguel Said, da 1ª Delegacia de Polícia da Capital, revelou que está esperando alguns laudos da perícia e crê que irá concluir o caso ?nos próximos dias?.
Thiago ainda não foi indiciado por nenhum crime. O motociclista foi ouvido preliminarmente pelo delegado por 1h15 e afirmou que empinou a moto momentos antes, mas declarou que não se lembra do acidente, somente antes de cair e quando acordou na Santa Casa. ?Nós vamos esperar os laudos periciais e esperar a perícia da moto. Quando formar o juízo de convicção, afirmo pelo o que ele será indiciado?, explicou o delegado.
O delegado ainda afirmou que em 2014, Thiago foi abordado pela polícia quando realizava manobras com uma pessoa na garupa da moto, mas não confirmou que a ação tenha sido feitas mais vezes.
O acusado ia a um evento de manobras próximo ao Detran, na saída para Rochedo, no dia do ocorrido. Ele almoçou na casa de Victória e depois foram para o local. No meio do caminho, o jovem, segundo testemunhas, empinou a moto, já com a adolescente como passageira. Mas Thiago afirmou que não se recorda se realizou a mesma manobra em frente ao Horto Florestal, local onde Victória caiu.
O advogado de Thiago, Marlon Ricardo Lima Chaves, admitiu que testemunhas também alegaram que um desnível na pista fez com que o acusado perdesse o controle, porém o motociclista não pode confirmar a informação. ?Esperamos que, no máximo, ele seja indiciado por homicídio culposo. Ele está aqui para assumir a responsabilidade pelo fato?, esclareceu o advogado.
Caso a polícia conclua que ele assumiu o risco ao empinar a motocicleta, Thiago pode responder por homicídio doloso, com pena de 12 a 30 anos de reclusão.
No entanto, se não houver dolo, ele responderá por homicídio culposo e a pena pode chegar a quatro anos.
Promessa à mãe da jovem - A mãe de Victória havia alertado o genro a não realizar as manobras com a filha como passageira. O advogado da família, José Anezi de Oliveira, contou que relacionamento de Thiago e Victória era recente, cerca de três meses. Mas somente há um mês os pais conheceram o rapaz.
Neste momento a mãe da vítima viu o motociclista realizando as manobras, então chamou o rapaz e pediu para que ele não fizesse o mesmo com a filha na garupa da moto, pois era perigoso. ?O menino disse que não iria colocar vida de Victória em risco?, revelou Oliveira.