Depois da determinação judicial de que os caminhoneiros em protesto deveriam liberar as rodovias federais, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora, hoje, os manifestantes se concentraram em alguns pontos de rodovias estaduais de Mato Grosso do Sul.
A Polícia Rodoviária Estadual informou que a MS ? 376, entre Dourados e Fátima do Sul, a MS ? 379, próximo do trevo para Laguna Caarapã, dois pontos da MS ? 156, também na região de Dourados e a MS ? 040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo foram interditados pelos caminhões.
Apenas veículos pequenos, viaturas, ambulâncias e cargas perecíveis estão tendo passagem liberada pelos manifestantes. Equipes da PRE monitoraram as manifestações para evitar confusão e manter protesto pacífico, como vinha sendo feito nas rodovias federais do Estado.
Devido a um acordo entre caminhoneiros e Polícia Rodoviária Estadual, a paralisação teve fim às 18 horas, para que acidentes nas pistas sejam evitados, mas os caminhoneiros devem retornar aos trechos no primeiro horário de amanhã (28).
Hoje (27), a manifestação completou sete dias, onde a categoria pede a diminuição da pauta fiscal sobre o óleo diesel, que segundo eles, é um dos maiores problemas. Outras reivindicações são a redução do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), de 17% para 12%, a revogação da portaria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) que estabelece a obrigatoriedade na vistoria em veículos, além da revisão do valor cobrado atualmente pelo frete.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), já declarou que estuda diminuir a alíquota do diesel de 17% para 12%, mas para que isso ocorra, estudos precisam ser feitos. De acordo com o governador, os segmentos competentes já foram acionados.
No entanto, até ontem, os caminhoneiros promoveram bloqueios nas rodovias federais (BRs 163, 262, 267 e 463). No entanto, a Justiça acatou pedido da Advocacia-Geral da União e proibiu as interdições, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora. Os motoristas decidiram liberar as rodovias federais, mas bloquearam as estaduais.