Cerca de 500 mil veículos circulam atualmente em Campo Grande - dos quais mais de 140 mil são motocicletas. De acordo com dados do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), divulgados nesta quinta-feira (19), somente no ano de 2014, morreram no local do acidente 38 pessoas que utilizavam o meio de transporte sobre duas rodas.
Em uma pesquisa realizada pelo projeto Vida no Trânsito, o motociclista é o grupo de risco no trânsito e lidera o ranking de acidentes mais graves. Nos três primeiros meses de 2015, de 15 mortos, 10 estavam de moto. Outro fato apontado pelo levantamento foi que os acidentes acontecem em maior escala aos finais de semana entre as 21 horas e meia noite.
Estes dados foram apresentados durante a reunião do GGIT (Gabinete de Gestão Integrada do Trânsito), realizada na sede do Detran-MS. No encontro, foi discutida uma campanha voltada aos condutores de motocicletas.
Entre os apelos da ação estão a ultrapassagem perigosa e o excesso de velocidade apontados no levantamento como principais causas de morte. De acordo com a diretora presidente da Agência Municipal de Trânsito, Elizabeth Félix, o segundo fator mais recorrente é a ausência de habilitação dos acidentados.
Para o diretor Presidente do Detran-MS, Gerson Claro Dino, o principal objetivo do encontro é integrar as campanhas para que a finalidade seja atingida. ?Hoje são gastos com acidentes de trânsito cerca de R$ 40 bilhões, se a gente puder com cada vida que salvar e cada investimento que fizer diminuir os acidentes, vão diminuir também os gastos na saúde?, alertou.
Gerson ressaltou ainda ?que o encontro serve para buscar, ouvir e fazer planejamento para que a gente possa diminuir os acidentes?. Durante a reunião, o grupo CCR MS Vias realizou uma apresentação sobre a duplicação da BR-163 e demonstrou aos presentes algumas das suas campanhas para redução de acidentes nas rodovias.