Mato Grosso do Sul conclui, nesta semana, a colheita de soja do ciclo 2014/2015. A estimativa é que o Estado alcance 6,6 milhões de toneladas do grão, número próximo aos 6,8 milhões de toneladas previstas no início do ciclo, mas que garante safra recorde no Estado e a posição de quinto maior produtor de soja do Brasil. A informação é do Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) e ferramenta de monitoramento da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS). A instituição acompanhou lavouras de soja em 27 municípios, levantando dados quantitativos e qualitativos da safra.
Na safra 2012/2013, foram 5,8 milhões de toneladas de soja colhida, e, no último ciclo, o volume foi de 6 milhões de toneladas. ?Historicamente temos alcançado volumes recordes de produção. O crescimento ficará em torno de 10%?, calcula o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito. A área total da soja no Estado corresponde a 2,3 milhões de hectares e se manteve estável, distribuída em 64 municípios que cultivam o grão.
Mesmo com condições climáticas desfavoráveis em setembro do ano passado, início do plantio, a entidade prevê produtividade média de 49 sacas por hectare, superior aos 47,3 sacas da última safra. ?Com a falta de chuva, muitos produtores ficaram impedidos de semear no período do zoneamento agrícola e, por isso, houve o atraso de dez dias na semeadura. Mas nada que comprometa os bons resultados da colheita?, explica o analista técnico da Aprosoja/MS, Leonardo Carlotto.
Milho
Cerca de 90% da área prevista para a segunda safra já está plantada, o que corresponde a 1,44 milhão de hectares do total de 1,6 milhão estimados para MS. No Estado, o milho é plantado na mesma área onde é cultivada a soja e, por isso, também está com a semeadura mais tardia, reflexos das condições climáticas. Em todas as regiões do Estado o cronograma de plantio está atrasado em média 20 dias na comparação com o ciclo anterior.
Ainda não é possível falar em redução de área, mas, de acordo com o departamento técnico da Aprosoja/MS, aproximadamente 30% da área total prevista para esta safra será plantada fora do zoneamento, que encerrou dia 10 de março. Na região Sul do Estado, praticamente todos os municípios estão prestes a finalizar a semeadura. Já no Norte, Nova Alvorada do Sul, Costa Rica e Chapadão do Sul ultrapassaram 90% da área prevista para o grão. A expectativa da entidade é que a produção de milho atinja 7,5 milhões de toneladas.
?Mato Grosso do Sul vem puxando recordes na safra de soja e boas lavouras de milho. Graças às condições climáticas do Centro-Oeste, temos o privilégio de cultivar duas safras de milho e lavouras saudáveis de oleaginosa, com poucas ocorrências de pragas e doenças, o que não acontece em todos os Estados. O investimento do produtor e os cuidados no cultivo de grãos têm garantido excelente volume de produção?, conclui o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito.
Sobre o Sistema Famasul
O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural), Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja) e pelos sindicatos rurais do Estado.
É uma das 27 entidades sindicais que integram a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.