A destreza e a sensibilidade, o renomado cardiologista de Aquidauana Nelson Andrade Quelho salvou a vida de um passageiro que estava no mesmo voo que ele com destino ao Rio de Janeiro. No dia 01 de maio ele foi protagonista de uma história de vida e morte e pôde mostrar o verdadeiro papel social de um médico.
O médico embarcou junto com a família em Campo Grande para ir ao casamento do filho, quando a 11 mil metros acima do chão, um homem de aproximadamente 70 anos foi vítima de um infarto do miocárdio.
Prontamente Nelson se identificou como médico e tomou a frente da situação. O comandante da aeronave foi avisado e comunicou a torre de comando de Brasília, onde já seria feito uma conexão e pediu uma unidade de saúde avançada aguardando no aeroporto.
Enquanto se deslocavam para a capital do Distrito Federal, a vida do passageiro estava nas mãos do doutor. Imagina em pleno voo, sem recursos para uma situação tão grave, o homem poderia ir a óbito. Sabemos que comissários de bordo são treinados com funções de salva-vidas com a utilização do kit de primeiros-socorros, mas sem um médico a bordo, com um passageiro com sérios problemas de coração, talvez o uso desse kit pudesse ser em vão.
Dr. Quelho precisava agir depressa, senão o passageiro poderia morrer
O primeiro passo do médico foi deitar o homem no corredor, colocar a máscara de oxigênio e pulsionar a veia para colocar o soro fisiológico. A ansiedade para pousar em Brasília só aumentava para que o passageiro pudesse ter acesso a aparelhos que pudessem deixa-lo estabilizado até a chegada ao hospital, quando o ?paciente? teve uma parada cardíaca e a aeronave não possuía desfibrilador.
Dr. Quelho iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação como a massagem cardíaca por quase cinco minutos sem parar, até que o homem recuperou a consciência, um pouco desorientado, mas o importante foi reanimá-lo.
Graças ao raciocínio rápido e uso das poucas ferramentas que a aeronave oferecia, o cardiologista pôde tratar o passageiro e mantê-lo estabilizado até que o avião chegasse em segurança ao aeroporto, onde uma equipe médica o esperava para levá-lo a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
?O médico em nenhum momento pode se omitir, mas Deus permitiu que eu salvasse aquele homem. Ele coloca a gente na hora certa e no momento certo. Com trinta anos de profissão é a primeira vez que passo por isso?, disse Nelson emocionado.