Um ato de crueldade, ou melhor, selvageria, foi registrado no início do mês em Campo Grande. Uma cadela foi encontrada com o corpo totalmente queimado no bairro Canguru, periferia da Capital. A cachorrinha chorava encolhida em um canto da rua, quando foi resgatada por pessoas que se compadeceram com sua situação.
Percebendo o olhar triste, parado, mas que era nítido o pedido de socorro foi levada imediatamente para uma clínica. O estado dela era deplorável, o corpo estava todo queimado, tomado por larvas, e a raspagem nos locais das queimaduras para retirada da pele necrosada era necessário. Vivi, como foi batizada por quem a resgatou, estava em estado de choque, jogada como um lixo, sofrendo, agonizando, apenas o olhar expressava o que ela sentia naquela situação.
O olhar parado que citei é porque a doce cachorrinha perdeu completamente a visão, por conta da barbárie que foi submetida. Mas a boa notícia é que ela vai se recuperar, um tratamento lento, longo e bastante dolorido, mas com boa vontade dos profissionais envolvidos, muito amor e boa energia das pessoas de bom coração, logo Vivi voltará a ter uma vida quem sabe normal.
Todo tratamento é custeado com doação de pessoas que se solidarizaram com a história de Vivi. Através de registros carinhosos, todo o processo desde o resgate até o tratamento está sendo divulgado no Facebook, o que atraiu uma legião de boas almas.
Sobre esse caso que gerou comoção e que se assemelha de tantos outros que vemos diariamente pela brutalidade e graves consequências, são duas frentes de ação: a primeira é cuidar, o que foi e é feito com louvor por quem resgatou e ainda dedica cuidados a essa pobre criaturinha e a segunda, punir. Criminosos como este ou esta não pode se sentir acima do bem ou do mal. Pessoas como as que agridem ?Vivis?, ?Totós?, ?Marias?, ?Antonios? tem que ser denunciados, assim a polícia poderá agir.