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Amante do antigo, ele define a paixão como ?uma cachaça gostosa?

Pires tem três modelos, mas a "menina dos olhos" é um Itamaraty 1970

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Além de pessoas que unem a paixão pelo retrô com o trabalho, tem aqueles que têm carros antigos por paixão. No 1º Encontro de Relíquias de Aquidauana vamos nos deparar com muitos personagens dessa paixão e um deles é José Floriano Pires de 62 anos.
 
Ele conta que quando tinha 13 anos, em 1965, começou a tomar gosto por carros antigos. Nessa idade já trabalhava, e os patrões que faziam feira, tinham veículos americanos das décadas de 50 e 60, e seo Pires, como é chamado, já tinha confiança para dirigir um deles.
 
Aos 14 anos adquiriu seu primeiro carro, um Mercury 1947, aí estava realizado... E foi se apaixonando cada vez mais pelo antigo, gostando do ?ferrugem?, como Pires gosta de intitular. O modelo o acompanhou por um bom tempo, até que chegou a ?era do fusca e da brasília?, aí o amante de relíquias se rendeu as graças dos modelos brasileiros mais famosos.
 
Ele já teve Dodge Dart 1970, inclusive salienta que o dele era 4 portas, mas ?sofisticado? e também um Volks SP2. SP foi uma série de carros esportes desenvolvidos pela Volkswagen do Brasil, para o mercado interno de 1972 a 1976.
 
Atualmente ele tem um Fusca Baja 1972, aqueles que são utilizados em trilhas, uma Rural Willys 1968, que está com Pires aproximadamente 12 anos, toda estilosa e a ?menina dos olhos? do reliqueiro, um Itamaraty 1970. Nascido a partir do aero-willys, esse carro foi sinônimo de exclusividade, além de ser um ícone dos veículos comercializados no Brasil nos anos 60.

Ele também possui livros sobre os modelos, sobre a história de cada um, além de inúmeras miniaturas e certificados de encontros que participou.
 
A esposa Mara Bardella frisou não ser ?chegada? a essas antiguidades sobre rodas , mas não questiona o gosto do marido. Mas na família José Floriano tem uma adepta da paixão, a cadela Anucha, uma pastora alemã que quando o dono abre a porta de um dos carros, já pula dentro, e pra tirá-la de lá não é fácil.
 
Na entrevista, percebi que Pires não considera seus carros como objetos capazes de nos levar de um lugar a outro. Também observei que ele não dá a mínima para o marketing e os valores sociais que envolvem a compra e a posse.

?Carro antigo tem que gostar. Esses modelos fazem parte do passado, nos fazem relembrar histórias. É um vício, uma cachaça gostosa?, finalizou com o entusiasmo estampado no rosto.
A cadela Anucha gosta dos carros igual ao dono
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