O estudante Rodrigo Leite da Silva, de 13 anos, que morreu em um acidente na madrugada de sábado (30) na Capital, estava com um ferimento de tiro no pescoço. O fato foi informado pelos peritos para a delegada plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, Priscila Anuda.
?A princípio o ferimento não foi provocado no local onde ocorria o baile funk, onde os ocupantes do Celta estavam?, explica a delegada.
Os quatro ocupantes estavam na casa noturna ?Empório Santo Antônio?, no Bairro Santo Antônio, região oeste de Campo Grande.
No carro foram encontrados uma porção de maconha e nove papelotes de cocaína. Populares ainda disseram que com o impacto dos veículos no cruzamento da avenida Afonso Pena com a Ernesto Geisel, na área central de Campo Grande, latas de cervejas que estavam no automóvel ficaram espalhadas.
Além do estudante, no Celta, branco, placas HSC-5253, de Campo Grande (MS), também estava o lavador de carros, José Felipe dos Santos Fernandes, de 21 anos, que também morreu no local. Os demais ocupantes foram identificados como Thiesro Luan Quevedo dos Santos, de 21 anos, e outro adolescente de 16 anos, que teve o nome preservado por conta do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Os dois ocupantes foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e estão internados na Santa Casa em estado grave.
A delegada disse que o Celta era conduzido por Thiesro Luan e que a CNH (Carteira Nacional de Habitação) dele será periciada, pois apresenta irregularidades.
Investigação
A princípio, a polícia trabalha com versões ouvidas no local. Populares disseram que o grupo de jovens que estava no Celta seguia pela Afonso Pena, no sentido bairro/centro, fazendo ?roleta russa?. ?Vamos tentar conseguir imagens de comércios do local para ver isso, pois foi relatado que eles estavam em alta velocidade e não pararam nos semáforos que estavam vermelhos?, explica a delegada.
A polícia quer investigar uma denúncia de que havia uma arma de fogo no carro e que ela e o coldre foram jogados pela janela durante o trajeto que os jovens faziam.
As informações são de Jucyllene Castilho e Arlindo Florentino