Sob ameaça de greve, o Governo do Estado discute a implantação de melhorias na carreira dos policiais civis, mas afasta aumento de salário que ultrapasse o ?limite da responsabilidade?.
?Vamos esgotar o diálogo, como foi com os professores. Repito que houve antecipação de reajuste em dezembro e não vamos dar novo aumento que ultrapasse o limite da responsabilidade com a coisa pública?, disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta segunda-feira (8), em evento no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.
Segundo ele, a categoria apresentou uma série de pedidos para melhorar a carreira. ?As reivindicações estão sendo discutidas no Fórum Dialoga, criado para ser um canal de comunicação do governo com os servidores?, destacou Reinaldo.
O governador disse ainda que ?entendo e respeito o indicativo de greve?. ?É um direito do trabalhador?, finalizou.
Na última quarta-feira (3), os agentes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul aprovaram, em assembleia, indicativo de greve. De acordo com o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de MS), Alexandre Barbosa, a ameaça reflete a insatisfação da categoria com a política de valorização do servidor que o governo estadual adotou.
?O governador mantém o posicionamento de reajuste zero, alegando que o aumento setorial de 2015 já teria sido concedido pelo governo anterior em dezembro de 2014. No entanto, já dissemos e tentamos esclarecer que o aumento do ano passado faz parte da negociação do ano de 2013, quando a categoria até realizou greve por cinco dias?, apontou o presidente do Sinpol-MS.
Ele, no entanto, não afastou a chance de cancelar o indicativo em nova assembleia, prevista para o dia 13. ?Caso o governador se reúna com o sindicato para negociar e, efetivamente, conceda melhorias que satisfaçam a classe, a greve nem se inicia e o indicativo pode ser cancelado?, frisou Barbosa.
As informações são de Lidiane Kober