O 9º BE Cmb (Batalhão de Engenharia de Combate - Batalhão Carlos Camisão) está finalizando com sucesso a operação ?Ouro Verde? em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Um efetivo com 51 homens saiu de Aquidauana com destino a Miritituba no Pará, com um comboio de 21 viaturas incluindo caminhões bitrens, para dar suporte nas pontes da BR-163, conhecida na região pelas péssimas condições de estrada, mas considerada de extrema importância para o escoamento das safras de soja e milho, alusivas ao nome da operação.
Foram nada menos do que 2.328 quilômetros percorridos de Aquidauana até o Destacamento Miritituba (PA), em uma viagem que começou em 13 de março, durou seis dias e foi marcada pela superação de inúmeras dificuldades. O término será no dia 30 de junho.
A Operação foi definida pelo seu comandante, o tenente-coronel José Diderot Fonseca Júnior, como a missão mais complexa depois da 2ª Guerra Mundial.
Com a missão cumprida e o fim da safra de grãos, os militares sairão do Pará no dia 01 de julho e levarão seis dias para chegar ao município de Aquidauana.
Além do suporte e manutenção das pontes ao longo da rodovia, o efetivo composto por 10 subtenentes e sargentos e 37 cabos e soldados sob a responsabilidade do capitão Ávila, foi preparado para construção de uma ponte LSB (Logistic Support Bridge), caso alguma ponte viesse a ceder ou danificar.
O batalhão dispõe de duas equipagens LSB, uma foi levada para a operação. Cada módulo tem 60 metros de comprimento com capacidade de 80 toneladas, e foi concebida para manter a circulação rodoviária, disponibilizar e restaurar acessos vitais de emergência em áreas atingidas por desastres ou catástrofes, para assegurar rotas de estabelecimento.
Conforme o planejamento da missão, nesta terça-feira (16) uma equipe de militares se deslocou para Miritituba, para rodízio de pessoal com a equipe pioneira na Operação Ouro Verde até o encerramento dos trabalhos.
A viagem - No decorrer da viagem, entre dias de muita chuva e centenas de quilômetros sem cobertura asfáltica, o comboio enfrentou vários trechos de atoleiros, onde as 21 viaturas do Batalhão tiveram de ser rebocadas, uma a uma, por um trator que foi conduzido pelo cavalo mecânico e a prancha do comboio. O deslocamento por todo o Estado de Mato Grosso do Sul ocorreu com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Várias viaturas de empresas civis foram encontradas atoladas no caminho até Miritituba, sendo socorridas pelos militares, com o apoio de equipamentos de Engenharia do comboio. Pela dificuldade do percurso e o desgaste sofrido pelas viaturas, na chegada ao Destacamento, os integrantes da missão perceberam que um dos bitrens apresentou torção no seu chassi e outros três bitrens tiveram seus chassis trincados.