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Após morte de índio, mais de 250 militares estão em área de conflito em MS

Atendendo solicitação do governador Reinaldo Azambuja, a presidente Dilma Rousseff autorizou o Exército Brasileiro a conter conflitos de produtores rurais e indígenas

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Três dias após a morte do índio Simião Vilhalva, no município sul-mato-grossense de Antônio João, tropas do Exército iniciarão nesta terça-feira (1) a Operação Dourados para conter os conflitos fundiários entre indígenas e produtores rurais. A ação ocorre inicialmente em quatro cidades do estado: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã.
 
Atendendo solicitação do governador Reinaldo Azambuja, a presidente Dilma Rousseff autorizou o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, braço militar do Ministério da Defesa, a planejar e desenvolver ações de garantia da lei e da ordem nos próximos 30 dias nessas localidades.
 
De acordo com o Ministério da Justiça, o aparato militar envolverá o Exército e poderá contar também, caso haja necessidade, com tropas da Marinha e da Aeronáutica. Em documento encaminhado à presidenta Dilma, Azambuja ressaltou que o atual contingente da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança se tornou insuficiente diante do acirramento do conflito. O governo argumentou ainda que a disputa entre grupos indígenas e produtores rurais na região pode atingir ?grandes proporções?.


De acordo com o Site Campo Grande News que está com equipe no local, uma tropa com 250 militares chegou nesta terça. O tenente coronel Rocha Lima, do 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado, será o responsável pelas atuações em duas cidades (Antônio João e Bela Vista).
 
Ele afirma que conforme o decreto da presidência e artigo 142 da Constituição Federal o Exército intervem nas situações para garantir a lei e a ordem. Neste caso, o objetivo é evitar qualquer conflito e proporcionar melhorias entre as partes.
 
A base de apoio logístico está sendo montada na entrada das fazendas Fronteira, Barra e Cedro. Neste local haverá um posto de bloqueio e controle de acesso, mas trânsito vai permanecer livre. Ainda nesta tarde o Exército vai sobrevoar a aldeias e fazendas ocupadas. Na BR-364, os militares colocaram redutor de velocidade, também próximo a entrada das fazendas. 
 
Na área de conflito já estão 150 homens da Força Nacional, além de homens do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Funai e Ministério Público, que também estão atuando na área sob a orientação do Exército. "O Exército vem para aumentar o contingente e dar mais suporte", explica o tenente coronel.
 
Na quinta-feira (3) será realizado um dia de Assistência Humanitária no distrito de Campestre. Inicialmente será só um dia, com ações cívicos, apresentação de banda, atendimento médico, dentista e lanche durante o dia para os indígenas.
 
A equipe do Campo Grande News conversou com a população, muitos acham que a presença do Exército é benéfica, mas não resolve. "Não resolve porque a crise está instalada, vai amenizar a situação, mas a solução depende do governo Federal", afirma a professora Fernanda Pinto, 26.
 
Já o vice-prefeito de Antônio João, Antonio Cesar Baby (PSDB), se conteve em dizer que considera positiva a presença do Exército no local para dar mais tranquilidade na região.

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