Com faixas, cartazes, bandeiras e até deitando no asfalto, um grupo de manifestantes pediu intervenção militar no Brasil no Centro de Campo Grande, durante o tradicional Desfile Cívico da Independência, nesta segunda-feira, 7 de Setembro. Autoridades militares e civis que estavam no palanque presenciaram o manifesto.
Um dos participantes do manifesto pró-intervenção militar, o coronel aposentado do Exército Carlos Herculano, de 75 anos, afirmou que as motivações para reivindicar a mudança no comando do País são muitas. Para ele, o governo petista instalou uma ditadura venezuelana no Brasil. Além disso, ele reclamou da vulnerabilidade da Nação. ?Hoje, não se tem segurança mais para nada. Até a Bolívia já ameaçou invadir o Brasil?, mencionou.
Recentemente, o presidente da Bolívia Evo Morales ameaçou reagir com as forças armadas a um eventual golpe para tirar Dilma Rousseff da presidência do Brasil. "Não vamos permitir golpes de Estado no Brasil e nem na América Latina. Vamos defender as democracias e se precisar vamos atacar com nossas forças armadas?, teria afirmado Morales, segundo a imprensa boliviana.
Um dos integrantes do grupo pró-militarismo chegou a deitar no asfalto na Rua 14 de julho, esquina com a Avenida Afonso Pena, bem em frente ao palanque de autoridades, por onde o desfile irá passar. A polícia o retirou do local e ele voltou a integrar o grupo de manifestantes.
Em entrevista a imprensa, escritor Jorge Duran mencionou que defende uma intervenção militar colegiada. Segundo ele, os militares deveriam participar da apuração dos votos nas eleições brasileiras, como forma de fiscalizar o processo.
O grupo pró-militarismo tinha cerca de 40 pessoas que levaram faixas, cartazes e bandeiras para o desfile. Para eles, a intervenção militar oferecia mais segurança ao povo brasileiro do que o governo civil.
As informações são do Diário Digital