Greve nacional
Paralisação dos funcionários começou nesta quinta-feira e segue por tempo indeterminado; clientes podem recorrer a canais digitais, caixas eletrônicos e lotéricas
Publicado em 11/09/2026 às 09:18
Crédito das fotos:João Éric/O Pantaneiro
Agência de Aquidauana da Caixa na manhã desta sexta-feira / João Éric/O Pantaneiro
As agências da Caixa Econômica Federal de Aquidauana e Anastácio estão sem atendimento ao público desde esta quinta-feira (10), após os funcionários aderirem à greve nacional da categoria. A paralisação ocorre por tempo indeterminado e afeta o suporte presencial nas unidades.
A reportagem de O Pantaneiro esteve na agência de Aquidauana nesta sexta-feira (11). No local, há diversos cartazes informando ao público sobre a paralisação.
A greve foi iniciada após os funcionários da Caixa rejeitarem a proposta de renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico com o banco. Entre as principais divergências estão questões relacionadas ao Saúde Caixa e outros pontos negociados entre trabalhadores e a instituição.
A paralisação ocorre mesmo após a assinatura, na quarta-feira (09), da nova CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) dos bancários, válida para a categoria em todo o país. No caso da Caixa, os funcionários reivindicam avanços em questões específicas do acordo com a instituição.
Enquanto as agências estiverem fechadas, os clientes podem utilizar alternativas para realizar parte dos serviços. A Caixa orienta a população a priorizar o aplicativo Caixa, o internet banking, o Caixa Tem, o WhatsApp Caixa e os caixas eletrônicos.
Também é possível utilizar a rede Banco24Horas, os Correspondentes Caixa Aqui e as casas lotéricas, que oferecem diversos serviços bancários.
A paralisação das agências não interrompe, por si só, o pagamento de benefícios. Serviços que podem ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto aqueles que dependem do atendimento presencial podem ser afetados pela greve.
A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representantes dos empregados e retomou as negociações com o objetivo de buscar um entendimento.
Por enquanto, não há previsão de término da paralisação, que segue por tempo indeterminado.
No caso do Banco do Brasil, a mobilização não é nacional. A paralisação ocorre nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria. Entre as localidades que não aprovaram o CCT, estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Outras bases aprovaram a convenção, que já foi assinada.
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