Decisão foi tomada nesta quinta-feira, durante audiência de custódia em Aquidauana; Ministério Público havia pedido a conversão da prisão em preventiva
Publicado em 11/09/2026 às 09:44
Crédito das fotos:Arquivo O Pantaneiro
Ministério Público Estadual solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva / Arquivo O Pantaneiro
A prisão em flagrante da mulher que agrediu uma filhote de shih-tzu em Aquidauana foi convertida em preventiva, durante audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (10). Com a decisão, ela permanece presa enquanto o caso segue em apuração pela Justiça.
A audiência foi conduzida pelo juiz de Direito Idail De Toni Filho, da Vara do Juiz das Garantias. Antes da análise judicial, o Ministério Público Estadual havia solicitado a conversão da prisão em flagrante para preventiva, sob o argumento de que a medida seria necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade concreta dos fatos.
O pedido foi apresentado pela promotora de Justiça Angélica de Andrade Arruda, da 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana. Na manifestação, o Ministério Público apontou a forma como as agressões ocorreram e foram registradas em vídeo como elementos que justificariam a manutenção da prisão.
O caso ganhou repercussão na noite de terça-feira (08), quando imagens passaram a circular nas redes sociais. No vídeo, a mulher, de 30 anos, aparece arremessando a filhote e, em seguida, chutando o animal na Praça dos Estudantes, no Centro de Aquidauana. Durante a agressão, ela ainda afirma: “vai, chama o delegado pra pagar seu veterinário”.
Na manhã seguinte, equipes da PMA (Polícia Militar Ambiental) e da Polícia Civil fizeram buscas e localizaram a mulher em uma residência na Rua dos Ferroviários. Ela foi presa em flagrante e levada para a delegacia.
A filhote também foi resgatada e recebeu atendimento veterinário. Posteriormente, foi batizada de Esther pela delegada Tatiana Zyngier e Silva, titular da Delegacia de Polícia Civil de Anastácio, que estava responsável pelo plantão em Aquidauana. A policial levou a cachorrinha para casa e passou a cuidar dela.
Esther, agora, convive com outros três cães da delegada, Charlie, Tito e Vitório, e já aparece em vídeos brincando e caminhando pelo jardim da nova casa.
A defesa da mulher sustenta que o caso ainda está em fase inicial de apuração e que as circunstâncias devem ser analisadas no processo, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Os advogados também afirmam que a situação de saúde mental da investigada deve ser considerada na análise judicial dos fatos e pedem cautela diante da repercussão do caso nas redes sociais, especialmente quanto à exposição de informações pessoais.
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