Para se proteger das goteiras que surgem e não prejudicar o andamento da aula, duas estudantes levaram guarda-chuvas para dentro da sala na Escola Estadual Braz Sinigáglia no município de Batayporã. Segundo a direção do colégio, a água invade as salas pelo telhado com rachaduras toda vez que chove.
De acordo com o G1/MS, a situação foi denunciada na quinta-feira (10), durante mais uma forte chuva na cidade. Na foto, duas alunas aparecem sentadas nas carteiras, no fundo da sala, segurando os guarda-chuvas com uma das mãos, enquanto escrevem e acompanham a aula de inglês.
A assessoria do Governo do Estado informou ao Site de Notícias que, no mesmo dia da denúncia, uma equipe de técnica foi encaminhada à escola para fazer levantamento do que tem que ser reformado. Após isso, o governo fará os ajustes.
As goteiras surgem nas lâmpadas e atingem os guarda-chuvas e parte da mesa de uma das alunas. A estudante seca a água com a mão e continua escrevendo e repetindo as frases ditas pela professora.
A diretora da escola, Claudenice a Silva Bastos Santos, disse ao G1/MS nesta sexta-feira (11) que a situação de goteiras e alagamentos se repete há alguns meses em pelo menos 6 das 16 salas de aula.
Ela acredita que os alunos tiveram a ideia de usar os guarda-chuvas em sala de aula para criticar, de maneira inteligente, a situação que incomoda estudantes, professores, coordenadores e pais.
"Sinceramente, a gente não sabe a intenção das crianças. Elas poderiam ter arrastado a cadeira e continuar aula, mas acho que foi uma crítica construtiva para as pessoas verem que criança também sabe fazer as coisas. É uma turma muito esperta. Acho que eles pensaram que colocando o guarda-chuva talvez ajudem a agilizar alguma providência. A professora não parou de dar aula e nem as crianças de estudar", avaliou.
Educação
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SEGURANÇA PÚBLICA
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