O vídeo de uma funcionária gritando com um paciente, gravado nesta quinta-feira (10) dentro do Posto de Saúde do Bairro Tiradentes na Capital, e compartilhado nas redes sociais, causou reações diversas de internautas.
No vídeo é possível observar quando a servidora grita com o paciente: "você está perdendo sangue? Não dá pra esperar um pouco? Então, espera! Vocês não sabem esperar. Espera um pouco!" e fecha a porta da sala em que estava de maneira agressiva.
De acordo com a vendedora Karen Soares, 21 anos, que registrou o momento e compartilhou o vídeo, a enfermeira se irritou, depois de ser questionada sobre a demora no atendimento.
Alguns pacientes bateram na porta onde estava a funcionária para perguntar o motivo da paralisação no atendimento e foram informados pela mulher que uma vítima de esfaqueamento estada sendo atendida em emergência.
?Um paciente saiu falando no celular que eles só estavam atendendo esfaqueados e baleados e ela ficou indignada, gritou e bateu a porta na cara de todo mundo?, disse Karen. Ainda segundo ela, nenhum dos presentes viu a chegada do paciente que estaria em estado grave.
A internet é um espaço, que em segundos atinge dois extremos - amor e ódio -, e o vídeo publicado e compartilhado foi motivo, para a maioria, de "crucificação" em relação à atitude da funcionária, que no vídeo, se mostra bem alterada.
Entre as inúmeras postagens e comentários, a internauta Carla Rodrigues lembrou o artigo 331 do Código Penal e sugere a exoneração da enfermeira. "Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. Mas e quando esse mesmo funcionário no ato de sua função sendo remunerado para prestar serviços *desacata uma pessoa e nesse caso enferma, o que a lei faz? Eu tenho uma sugestão * EXONERAÇÃO", publicou.
Outra internauta apontou a atitude da funcionária como a causa de mortes nos postos de saúde de Campo Grande. "Que absurdo, por isso tem gente morrendo na porta dos postos de saúde e em todos os hospitais. Como aconteceu por esses dias. Mas se falar um pouco mais alto com os funcionários já dá problema, é revoltante essas situações. Exigem respeito mais eles não respeitam ninguém. Outro agravante são pessoas que passam horas dentro de posto de saúde para sair da sala do médico em menos cinco minutos, com dipirona ", relatou.
A reportagem do Site O Pantaneiro entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) de Campo Grande e foi informada que será aberto processo administrativo para apurar o fato.