Com pouco mais de um ano em atividade em Anastácio, o Frigorífico JBS caminha a todo vapor. Maior empresa de proteína animal do mundo e, por conta de seu porte, tem acesso aos principais mercados mundiais como habilitação para Lista geral, União Europeia e Ásia.
Foi comemorada nesta quarta-feira (23) na unidade a ativação do setor de desossa, pois a unidade vem operando desde o início das atividades somente com abate. Foram abertas cerca de 220 vagas de emprego para início imediato. O setor tem capacidade diária para 2400 peças de carne.
Estiveram presentes o deputado estadual Felipe Orro, o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo junto com o Presidente da Câmara do município Gilberto China, os vereadores Murilo Valério e Maria Vital, além do secretário municipal de desenvolvimento urbano Dinho Vital. Aquidauana foi representada pelo gerente Moacir Pereira, presidente da Câmara Anderson Meireles e o vereador Mauro do Atlântico. O presidente do sindicato dos trabalhadores em frigorífico Jilvani Alves dos Santos também marcou presença.
A solenidade contou com a presença de Julio Cesar do Nascimento, gerente industrial; William José Romera, gerente de originação; Tatiane Tomikawa Queiroz, gerente administrativa e Fidelcino Lima da Rocha, gerente de recursos humanos.
Todos em seus discursos foram enfáticos em evidenciar a geração de empregos com essa nova fase do frigorífico, o que tira muita gente do desemprego e aquece a economia dos dois municípios.
?Temos que comemorar, pois estamos enfrentando dias de crises, empresas fechando, funcionários sendo demitidos e nossa população sendo beneficiada com oferta de empregos. O comércio dos municípios será aquecido, outros empregos indiretos serão gerados para suprir a demanda?, comemorou o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo.
?Estava preocupado com o futuro dessa unidade, já que devido a crise, muitos frigoríficos reduziram seu quadro de funcionários e uns até finalizaram as atividades. Mas fui agraciado com essa notícia maravilhosa da ativação da desossa, o que gera emprego e renda para Anastácio e Aquidauana?, ressaltou o deputado Felipe Orro.
Com ativação da desossa, a unidade irá iniciar a exportação de carne para Israel, apresentando formas interessantes de agregar valor em cortes de dianteiros, mais consumidos pelos judeus. No mês de Outubro, a unidade irá receber 16 rabinos, mudando a rotina no local. Essa equipe acompanhará todo o processo desde o abate ate o embarque, já que na lei judaica, há diversas regras alimentares. Essa equipe participa pessoalmente de todo o processo após o abate, como um ritual, que determinam padrões em todas as etapas do processo, desde o tipo de animal abatido, forma de abate e modo de consumo.
Para se ter uma ideia, o ritual de abate deve provocar uma morte instantânea e sem dor, com o uso de uma faca especial e bem afiada, achalaf, que provoca a degola do animal.
O corte deve atingir a traqueia, esôfago e as principais veias e artérias do pescoço. O fio da faca não deve encostar-se às vértebras cervicais e se, após a degola, apresentar qualquer tipo de ranhura ou dente, o animal é considerado impróprio. Em seguida, os órgãos internos são inspecionados por um rabino para detectar anomalias fisiológicas que classifiquem a carne como não-kosher (derivado da palavra kasher que significa "bom" ou "próprio" em hebraico).
Além disso, deve ser feita a remoção de algumas veias e sebos, a inflação dos pulmões e inspeção dos tendões para verificar a aderência à carcaça e a possível presença de parasitas ou ocorrência de doenças pneumáticas que tornem a carne não-kosher. Por fim, a desossa dos dianteiros deve ser feita separadamente da dos traseiros. Em geral, não há consumo da parte traseira do animal devido à presença do nervo ciático, proibido na dieta judaica ortodoxa.
O objetivo principal do ritual de abate é eliminar o máximo de sangue através da sangria intensa e imersão da carne em água por 30 minutos, seguida por uma hora de salga a seco, descanso durante 1 hora e novamente, três imersões em água consecutivas. Após mais 1 hora de descanso a peça segue para o setor de desossa.
Todo esse processo é realizado em um setor denominado Sala de Salga, que por sinal é a Maior Sala de Salga da América Latina, destinado para essa preparação de carne para o mercado de Israel.
Desde o inicio dos trabalhos da unidade em Anastácio pela a JBS, foram investidos mais de 7 milhões de reais. Nesta fase da desossa estima-se ter gastado 2,5 milhões.
O prefeito Douglas aposta nessa movimentação para geração renda e reconhecimento internacional. ?De Anastácio para o mundo!?, finalizou.
A JBS Anastácio é altamente profissionalizada com administração própria, com uma equipe de gestores experiente e com conhecimento de mercado, focada no crescimento das vendas, na otimização dos recursos e no aumento da eficiência das operações. A seleção de pessoal é realizada considerando a experiência no setor e o alinhamento do profissional com os valores da companhia, como atitude de dono e foco no resultado.