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Com paixão por aventura, aquidauanenses realizam 'Expedição Ilha de Marajó'

A bordo de um Jeep/Troller, Mac e Índio vão conhecer a maior ilha fluviomarítima do mundo

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Com a reconhecida paixão por aventuras correndo nas veias, os aquidauanenses Archibald Mac Intyre, o Mac, e Wilson Alves Corrêa, o Índio, acabam de iniciar a Expedição Ilha de Marajó, que vinham planejando desde março deste ano. Eles saíram da cidade no último domingo (25), prontos para encarar um percurso total que vai girar em torno de 7.500 quilômetros.
 
A bordo de um Jeep/Troller, de cor vermelha, com bandeiras de todas as nações que já visitaram ao longo dos anos, eles viajarão por asfalto de Aquidauana até Belém (PA). Da capital paraense, eles seguem para a Ilha de Marajós. Com uma área de aproximadamente 40 100 km², esta é a maior ilha do Brasil e também a maior ilha fluviomarítima do mundo.
 
"Escolhemos esta data por ser uma época de menor índice pluviométrico, outubro e novembro, permitindo que o veículo possa trafegar com menos dificuldade no interior da ilha, já que há uma grande quantidade de estradas e trilhas", explica Mac.
 
Segundo a dupla de aventureiros, a viagem vai tornar possível contemplar uma região conhecida por ter o maior rebanho de búfalos do Brasil, com muitos rios e igarapés cortando a ilha. Para se chegar ao local, é necessário fazer uma travessia de balsa, saindo de Belém e navegando por cerca de três horas e meia pelo Rio Tapajós.
 
"No trecho mais difícil da viagem, vamos estar sem nenhuma orientação rodoviária, seguindo apenas as trilhas e utilizando o GPS como referência para poder atingir o município mais distante no sentido norte da ilha. Dependendo do grau da dificuldade, pode ser até que eu e o Índio tenhamos a necessidade de conseguir auxílio de algum morador local, para nos acompanhar nas áreas onde não há qualquer tipo de referência", diz Mac.
 
Antes de saírem para a expedição, como já fizeram em outras ocasiões, Mac e Índio procuram realizar uma pesquisa detalhada sobre os lugares, por meio de livros de história e também na internet. Eles já tomaram conhecimento de que, ao contrário do que acontece no Pantanal, vão encontrar propriedades que não possuem cercas devido às criações extensivas de búfalos.
 
Além do espírito aventureiro, a dupla também busca conhecer as condições socioeconômicas da região, a cultura regional, a culinária, os hábitos, o tipo de vida dos ribeirinhos e das pessoas que vivem da pesca e do extrativismo, buscando saber como eles fazem para sobreviver em uma região tão distante.
 
O planejamento é que Mac e Índio retornem da Expedição Ilha de Marajó no dia 12 de novembro, trazendo novas histórias para Aquidauana.

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