Em clima de comoção e indignação, o corpo do técnico agropecuário Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, 30 anos, foi enterrado na manhã desta terça-feira (26), no Cemitério Municipal de Aquidauana.
Muitas pessoas estiveram no velório do "Purga", como era conhecido, na capela da Pax Universal, no Bairro Alto. Ele era casado com a aquidauanense Natália e ainda deixou um filho, de apenas seis anos.
Amante de provas de rodeio e integrante do Clube do Laço de Cipolândia, o jovem receberá uma última homenagem do patrão do local, que era uma espécie de segundo pai para ele. O espaço passará a ser denominado "Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo".
O crime
Carlos Guilherme foi brutalmente assassinado com um tiro à queima-roupa, na noite de domingo (24), após reagir a um assalto em Campo Grande. Testemunhas do latrocínio contaram à polícia que o técnico agropecuário foi abordado em seu veículo, uma Strada Working de cor branca, por quatro assaltantes que estavam em duas motocicletas. No momento do crime ele e a esposa estavam dentro do carro, estacionado em uma avenida, aguardando a chegada de um ônibus que seguia com destino a Aquidauana, onde a esposa embarcaria.
Os assaltantes anunciaram o assalto ao casal e tiraram Carlos de dentro do carro. De acordo com familiares, ele só veio a reagir com um facão após os assaltantes abordarem a sua esposa. Nesse momento, os assaltantes disparam quatro tiros em direção a Carlos e um deles atingiu o lado esquerdo do seu peito. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas já chegou sem vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Vila Almeida.
Buscas
Segundo informações do Campo Grande News, policiais da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) seguem em busca dos quatro homens que mataram o técnico agropecuário. O delegado responsável pelo caso, Reginaldo Salomão, explicou que ainda não há informações sobre o paradeiro dos suspeitos, mas uma equipe da Derf trabalha na identificação deles.
Reginaldo disse que a mulher de Carlos chegou a ser ouvida, mas ela ainda está em estado de choque e não soube detalhar o crime. ?Estamos respeitando a situação da família, mas a princípio o que sabemos é que ele reagiu mesmo?, explicou.
O delegado também explicou que os bandidos fugiram sem levar nada. Testemunhas contaram que foram disparados de três a quatro tiros. Foram encontradas marcas de sangue na ponta do facão, porém, ainda não há confirmação se um dos bandidos foi ferido, pois o sangue pode ser da própria vítima.