Um vendaval incomum atingiu os municípios de Aquidauana e Anastácio, no fim da noite de terça-feira (26) e no início da madrugada desta quarta-feira (27), assustando a população das cidades vizinhas.
O tempo estava normal até por volta das 23 horas, quando os ventos ficaram mais fortes, destelharam casas e derrubaram diversas árvores. A situação foi seguida por queda de energia e chuva forte.
Na calçada da Escola Cejar (Coronel José Alves Ribeiro), Rua Antônio João, Bairro Alto, próximo ao jornal/site O Pantaneiro, uma árvore de grande porte caiu sobre a via e impede a passagem de veículos. O mesmo ocorreu em outros pontos dos dois municípios e às margens da BR-262.
Segundo o geógrafo Carlos Eduardo Borges, assessor técnico do Cemtec/Agraer (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos - Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), a velocidade dos ventos chegou a 79,52 quilômetros por hora.
"De 76 até 100 quilômetros por hora, a classificação na escala mundial Belfort é como vendaval, que é o suficiente, por exemplo, para causar danos em edificações", explicou Borges, por telefone, à reportagem de O Pantaneiro.
Sobre o temporal, ele diz que Aquidauana e Anastácio já registraram 280.2mm de chuva em janeiro - os dados foram atualizados às 06 horas desta quarta-feira. O acumulado supera em 41,87% a média histórica do mês nos dois municípios, que é de 197.5mm.
"A maior velocidade do vento foi essa de ontem à noite [terça-feira], enquanto o recorde de chuva aconteceu no dia 13, com 43.6mm", completa o assessor técnico do Cemtec/Agraer, referindo-se especificamente aos dados de janeiro de 2016.
Janeiro e fevereiro chuvosos
Para esta quarta-feira, o tempo deve continuar instável nas cidades vizinhas, com previsão de mais chuvas a qualquer momento, conforme os dados do Cemtec/Agraer, que analisa informações dos principais institutos de meteorologia.
Borges antecipa que a tendência é de continuar chovendo em todo o Estado no restante de janeiro e em fevereiro, por causa da intensidade do El Niño - fenômeno climático de caráter atmosférico-oceânico -, a maior dos últimos 17 anos.
Já março, de acordo com ele, tem tudo para ser um mês atípico, no qual as chuvas podem ficar bem abaixo do esperado para o período.