No início da Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo, nesta quinta, 18, especialistas chamaram a atenção, em várias intervenções na mídia nacional, sobre os males causados pelas bebidas alcoólicas e a necessidade de se coibir o surgimento de novos alcoólatras, especialmente alertando sobre o perigo camuflado da prática de ?beber socialmente?.
O termo bastante usado por bebedores em potencial pode ser uma espécie de isca para atrair os desavisados para uma prática que pode destruir a família e a vida social do cidadão. Para os especialistas, o meio de combate é um trabalho de conscientização de pessoas que estão numa linha tênue entre essa prática aparentemente inofensiva e o alcoolismo.
Algumas orientações já são amplamente difundidas como saída. De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde ? NIH ? dos Estados Unidos, quem não quer se tornar um alcoolista deve seguir algumas regras, como estipular uma dose máxima por dia (o ideal é que seja uma para mulheres e duas para homens), evitar beber em casa ou sozinho, tomar água, suco ou refrigerante para dar uma pausa no álcool.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o hábito de consumir excessivamente bebidas alcoólicas vem crescendo ano a ano no Brasil. Segundo avaliação, quase 20% dos brasileiros bebem em demasia. Além do impacto direto na saúde, o álcool traz uma série de outros transtornos. Segundo o DETRAN, por exemplo, 50% dos acidentes de trânsito no país são causados por excesso de alcoolismo. Em grande parte o problema começou com o ?beber socialmente?.