Hoje, 28, é um dia atípico no Calendário. Mas, há quem comemore. Celebra-se, se é que a palavra é pertinente, o Dia da Ressaca. Nesta data, muitos costumam reunir os amigos e compartilhar histórias de bebedeiras e ressacas, enquanto tomam uns drinks. Mas, a data pode servir, também, para lembrar as pessoas que costumam ficar constantemente de ressaca sobre os cuidados básicos para amenizar os sintomas ou mesmo prevenir este desconforto causado pela resposta do organismo humano a intoxicação pelo álcool, causando sede, enjoo e dores intensas de cabeça.
Em Aquidauana, alguns ?ressaqueiros? habituais são encontrados especialmente no centro da cidade, na Praça Central ou em alguns dos Bares do seu entorno. Pedro S., 38, é um deles. Costuma trabalhar em Fazendas da região e no trabalho jura que não bebe. Por isto dá suas escapadas ?para a cidade?. Define a ressaca como ?uma doença ruim?. E como trabalha na lida com gado, costuma, nessas horas, ?ter sonhos feios, especialmente com boi lhe perseguindo ou burro dando coice?.
João A., 42, é outro que ?vem para a rua? para se reunir com os amigos e beber. O encontramos trêmulo, tomando ?mais uma? pinga segundo ele, numa espécie de corote, bem comum entre eles, que assinala, no rótulo, ter 38,6% de álcool e ser uma composição de aguardente, açúcar, extrato de carvalho e ervas. Sobre a ressaca diz que ?o negócio é bravo, e no meu caso dá uma tremedeira danada!?. Seu amigo, José R., 32, diz não ter problema com ressaca. ?Como muito, já amanheço comendo, aí ela não me pega?, argumenta.
A propósito da dica de José, todos tem na ponta da língua uma dica de receita para espantar o mal. Caldo de mocotó com pimenta e sopa de ovo faz parte do cardápio. ?É bom beber bastante água?, indica João. Especialista completam esta lista indicando água de côco, chá verde e sucos naturais. Mas, de todos os remédios, o melhor mesmo é parar de beber. Pedro diz que tem tentado. ?Mas, a tentação da pinga é grande demais e não tenho conseguido?. Como rezar ou orar foi o caminho que alguns encontraram, demos a nossa contribuição.