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Único réu vivo do latrocínio que vitimou o pecuarista Péricles Costa Marques é condenado

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O crime bárbaro de latrocínio que vitimou na manhã de 15 de novembro de 2014 o fazendeiro Péricles da Costa Marques, 73, teve o seu último capítulo selado. O acusado de participar do crime Elias Silva Calvis, 38, acaba de ser condendo a pena de 28 anos, 10 meses e 7 dias de reclusão em regime inicialmente fechado, além de multa de 155 dias-multa, à razão de um trigésimo do maior salário mínimo vigente na época dos fatos.
 
O assassinato de Péricles, homem trabalhador, bem quisto pela sociedade, chocou todos que tiveram contato com o rito da tragédia. Embora o corpo não tenha sido encontrado até hoje, provavelmente sendo jogado nas águas do Rio Aquidauana, a assistência da acusação, representada pelo advogado Francisco M. Guedes Neto, se valeu do caso Eliza Samúdio como parâmetro. Com o sucesso de sua estratégia, o advogado teve deferido o pedido da expedição da certidão de óbito da vítima.
 
A trama assassina, amplamente divulgada pela mídia do Estado, inclusive pelo O Pantaneiro, envolveu, na época, outros dois personagens: Eli  Rosa Milton Paes, 40, e Salvador Gomes dos Santos, 36, que teria sido o autor dos disparos que mataram Péricles. Eli, acabou morrendo, na Santa Casa de Campo Grande. Salvador, ao ser localizado dois dias depois, pela Policia, numa residência da Vila Santa Terezinha, foi baleado, ao reagir, vindo a óbito no Hospital Regional de Aquidauana.
 
O crime

 
O assassinato de Péricles da Costa Marques aconteceu na manhã de 15 de novembro de 2014, na Fazenda Colorado, na região do Abobral, em Aquidauana. Um trabalhador da região encontrou a casa da vítima aberta, revirada e uma camisa suja de sangue, no galpão. As marcas indicavam que o corpo teria sido removido do local. O delegado Antonio Souza Ribas Júnior, responsável pelas investigações, informou, na época, que o corpo provavelmente tivesse sido jogado no Rio Aquidauana.
 
Como até hoje o corpo não foi encontrado, o advogado Francisco M. Guedes Neto, brilhantemente, fez um paralelo entre o desaparecimento do fazendeiro e as marcas deixadas no local do crime, com o desaparecimento da modelo sul-matogrossense Eliza Samúdio, cujo corpo desapareceu, apesar de fartas evidencias indicando o seu assassinato e a encomenda do crime, que teria sido feita pelo goleiro do Flamengo, do Rio, Bruno.

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