?Violência doméstica é horrível. A pior não é a física, mas a psicológica, que destrói a pessoa dia a dia?. A opinião de M. S., 23, que já amarga uma separação exatamente por conta da violência psicológica, como comprovado ao longo de um desgastante processo, está na pauta de uma das discussões mais comuns das programações que já estão sendo feitas em alusão do Dia Internacional da Mulher.
No Cejar, uma das instituições de ensino mais tradicionais da cidade, a ?Violência Doméstica? foi tema de palestra na última sexta feira. Amanhã o tema estará em discussão no Centro Universitário de Aquidauana, CEUA e na próxima quinta, 10, em programação direcionada aos detentos do aberto e semi aberto, na Casa do Albergado.
Dentro da programação da 4ª Semana Pela Paz em Casa, o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, também está agendando um evento específico para tratar da violência doméstica. Nesta terça, 08, uma palestra está agendada com vítimas atendidas pelo Centro de Referência no atendimento à Mulher (CRAM).
Segundo dados da Comarca de Aquidauana, a cada 3 dias uma medida protetiva em favor da mulher é requerida no município. Foram 137 em 2015, além de 86 ações penais novas e 5 ações penais. Em 2016, 34 medidas protetivas já foram solicitadas e 5 ações penais encaminhadas. Para o Dr. Giuliano Máximo Martins, juiz criminal do fórum de Aquidauana, a violência contra a mulher é uma reprodução social, ou seja, ?passa de pai para filho?, infelizmente.