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Jovens estudantes relatam clima na fronteira depois da morte de narcotraficante

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Oremos pela fronteira!?. O apelo, em post no facebook do jovem estudante de medicina Diego Newman, reflete o clima de intranquilidade na fronteira entre Brasil e Paraguai, depois da morte do mega narcotraficante Jorge Rafaat em Pero Juan Caballero, cidade separada de Ponta Porã, no Brasil, apenas pela Avenida Internacional. O ataque, envolvendo armamento de guerra e artilharia anti-aérea como fuzis e uma metralhadora Browning M2.50, desencadeou um clima de guerra e estabeleceu um clima de tensão permanente nos últimos dias.
 
Outro estudante de medicina em Pero Juan, o jovem brasileiro Felipe C. Silva, informou ao Pantaneiro que o clima ainda está tenso na fronteira, embora a vida, aparentemente, tenha voltado ao normal. ?Recebemos instrução de ficar em casa durante a noite e evitar lugares movimentados; a cidade já teve até toque de recolher?, disse. Mas, não há como esconder a perplexidade diante da emboscada que tirou a vida de Rafaat, conhecido como "O Rei da Fronteira", numa emboscada com cenas de proporções cinematográficas que repercutiu em todo o mundo. 
 
O ataque, que aconteceu por volta das 18h45 da última quarta feira, nas proximidades da Igreja San Genaro, com repercussão no mundo inteiro, teria relação com o monopólio do tráfico na fronteira, por ordem de outro narcotraficante, Chimenes Jarvis Pavão, brasileiro residente do lado paraguaio, conhecido como ?o barão da droga?, em parceria com a organização criminosa do Brasil Primeiro Comando da Capital, PCC. O veículo da vítima, um Hummer, mesmo sendo blindado, não suportou o grosso armamento usado pelos pistoleiros, que se utilizaram de dois veículos no ataque, um dos quais incendiado durante o tiroteio, que se estendeu por horas, fazendo várias outras vítimas.
 
Mundos paralelos
 
Colaborador de O Pantaneiro, o pastor e jornalista Vivaldo da Silva Melo já residiu na região, onde foi da equipe de implantação da Sociedade Radio Ponta Porã. ?Existem dois mundos paralelos na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, entre as cidades de Ponta Porã, no Brasil, e Pero Juan, em Paraguai, onde os jovens Felipe e Diego e dezenas de outros brasileiros cursam medicina. Grande parte da droga e do armamento que circula irregularmente no país vem daquela região. A violência é muito forte. Mas, os que não se envolvem com o modus operandi do narcotráfico não são vitimados, desde que tomem o devido cuidado em situações como a que envolveu o assassinato de Jorge Rafaat Toumani?, relata Vivaldo.
 
 

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