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Processo de zoneamento de MS entra em nova fase com foco na Bacia do Rio Paraná

Participam representantes da Embrapa e do Governo do Estado

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O processo de zoneamento agroecológico (ZAE) de Mato Grosso do Sul entra em nova fase, com o objetivo de colher dados e informações técnicas acerca da região da Bacia do Rio Paraná. As pesquisas são itens imprescindíveis para a criação de novos mapas e e fundamentação de estudos técnicos para auxiliar no desenvolvimento do setor agropecuário do Estado. 
 
Entre os dias 27 e 29 de junho, equipe da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) formada pelo chefe de pesquisa e desenvolvimento (P&D) José Carlos Polidoro e pelos pesquisadores Nilson Rendeiro e Silvio Bhering, esteve em Campo Grande (MS), onde se reuniu com representantes do governo daquele estado a fim de conversar sobre a continuidade ZAE.
 
"Essa nova etapa abrangerá a Bacia do Rio Paraná, com área aproximada de 142.500 km2, que engloba 46 municípios, sendo executada em 42 meses. Assim como nas fases iniciais, o ZAE-MS será baseado na coleta de dados primários em escala compatível (1:100.000) com a publicação dos resultados finais", conta Bhering
 
Metodologia do Trabalho
 
Durante a reunião, as equipes mostraram-se bastante otimistas, pois todos os avanços e inovações técnicas das etapas iniciais do trabalho foram incorporados nas rotinas de trabalho da equipe do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, aperfeiçoando o preparo dos dados básicos (imagens de sensores orbitais e bases cartográficas digitais) o que contribuirá para a qualidade técnica e científica dos resultados finais e para a agilidade no tempo de execução.
 
O estudo se caracterizará pelo aperfeiçoamento metodológico através da adoção de avanços técnico-científicos, pelo uso de técnicas de mapeamento digital, pelo viés de formação e capacitação de recursos humanos, pela parceria com instituições locais, pelos preceitos do novo código florestal e cadastro ambiental rural e pela incorporação das interpretações para irrigação através do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI), além da ampliação das culturas estudadas. Outro avanço dessa etapa de trabalho será a harmonização dos estudos de solos já realizados e a publicação do mapa de solos do estado do mato grosso do sul na escala 1:100.000.
 
O trabalho será financiado pela Fundação de Desenvolvimento das Culturas do Milho e da Soja do MS (Fundems), com parceria da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS), e com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e Fundação MS.
 
Na reunião, estiveram presentes Fernando Lamas, secretário de estado de produção e agricultura familiar (SEPAF), os técnicos Cláudio Guedes, Carlos Henrique e Humberto Cesar da mesma instituição e o chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste Guilherme Lafourcade Asmus e o chefe de P&D Harley Nonato de Oliveira.
 
 Resultados Alcançados
 
A fase já completa do ZAE-MS, encerrada em 2012, representa aproximadamente 50% da área do estado, abrangendo 32 municípios da Bacia do Rio Paraguai, na escala 1:100.000, tendo sido produzidos mais de 600 mapas e 3000 páginas de estudos técnicos.

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