Após quebra-quebra que resultou na fuga de 11 presos da delegacia de Polícia Civil de Miranda, o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS), avalia as precariedades do local. Os fatos ocorreram na madrugada desta terça-feira (09), momento em que apenas uma policial fazia a custódia de 30 detentos. Três foram recapturados.
O presidente do Sinpol/MS, Giancarlo Miranda, e membros da diretoria da entidade, fala sobre o risco da custódia de presos feita por policiais. "A custódia de presos nas delegacias é uma luta antiga do Sindicato. Além de ser desvio de função, representa um risco aos policiais. Não podemos esperar que mais algum seja ferido ou morto para que a situação seja resolvida", ressaltou Giancarlo.
Fuga
Por volta das 2h, uma detenta fingiu que estava passando mal e a confusão começou. Presos começaram a bater nas grades das celas, nas paredes e arrombaram os cadeados. A policial que estava sozinha fazendo a custódia deixou o local para pedir apoio no quartel da Polícia Militar e, quando retornou ao local, 10 presos haviam fugido. Antes da fuga, eles invadiram a sala do cartório criminal, danificaram alojamentos, tentaram arrombar a porta onde ficam as drogas apreendidas, além de quebrarem os vidros da delegacia.
"A fragilidade da delegacia está demonstrada, pois aparentemente os presos arrebentaram as grades apenas na força física, é inconcebível que nessa delegacia permaneçam presos custodiados, onde não há mínima segurança", frisou o sindicalista.