O empresário Eike Batista, que nesta semana virou réu na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato, já esteve no foco das conversas nas regiões de Anastácio, Aquidauana e Dois Irmãos do Buritis por razões positivas. ?Estávamos muito animados? diz um dos ex-funcionários diretos do Viveiro Florestal em Anastácio, construído para ser a base de um grande projeto em Dois irmãos do Buritis, que seria a implantação de uma Termo Verde, no final dos anos 10 do atual século.
O alvo era estabelecer uma base florestal de eucalipto de 15 mil hectares. À época 5700 hectares de terras próprias e 2500 hectares de terras de terceiros já estavam sendo utilizados, começando mudar a paisagem da região, gerando 35 empregos diretos e 80 indiretos. A Termo, que seria implantada na Fazenda Correntes, seria uma empresa para geração de energia a partir da biomassa de eucalipto, menos poluente e de matéria prima renovável. Na fase final de produção ocuparia 35 mil hectares de matéria prima, com reserva legal e área de preservação permanente.
Embora ninguém se manifeste, entraves nos órgãos ambientais teriam dificultado a consolidação do projeto, que não foi além do Viveiro, em Anastácio. Há quem afirme, nos bastidores que a propina para que o negócio saísse do papel era altíssima. Finalmente, com a queda das ações da MMX na Bolsa de Valores o negócio tornou-se inviável. A propriedade do Viveiro foi vendida para a Eldorado Brasil, que mantém negócios na área de celulose no município de Três Lagoas.