Embora nenhuma nota oficial tenha sido emitida, as Delegacias de Polícia do Estado receberam nas últimas horas diversas queixas sobre o ?golpe do carro quebrado? ou do ?falso sobrinho?. Restringindo-se apenas aos municípios próximos a Aquidauana, O Pantaneiro apurou, a partir de informações do Sistema Integrado de Gestão Operacional, SIGO, da Secretaria de Segurança Pública do Estado, quatro casos nas últimas horas, com o mesmo rito.
No golpe, as vítimas recebem uma ligação telefônica dos números (67) 9939 0360, (67) 999642 0935 ou (67) 99633 3802, na qual o interlocutor se passa por um parente, geralmente primo, e diz estar na estrada com o carro quebrado, precisando de dinheiro para a remoção do veículo. O estelionatário tem indicado contas bancárias do Estado de Mato Grosso, das cidades de Barra do Garças e Rondonópolis. Só nesta sexta feira, 17, segundo registros policiais, apenas na região pesquisada pelo O Pantaneiro, foram três casos.
Por volta das 10h30, em Jardim, a 142 quilômetros de Aquidauana, o idoso W. V. Grubert, de 74 anos, recebeu ligações telefônicas de uma pessoa cuja voz indicava ser do sexo masculino. Dizia ser primo da vítima. Seu carro estaria ?quebrado? há 30 quilômetros da cidade. Solicitou R$ 1.680,00 a título de empréstimo para pagar os serviços de remoção. Ainda em Jardim, quarenta e cinco minutos depois, foi a vez da senhora C. S. F. Perpétuo, de 35 anos, receber a mesma abordagem. Os recursos solicitados foram da ordem de R$ 1.580,00. Em Guia Lopes, no mesmo interregno de tempo, ou seja, por volta das 12h00, do Senhor J. G. Barros, de 66 anos, foi solicitada a importância de R$ 1.720,00 para ?o mesmo fim?. Todos fizeram os depósitos.
Para evitar esses golpes, que há anos tem acontecido em todo o país, as autoridades policiais tem dado algumas dicas à população. Uma delas é desconfiar de números telefônicos desconhecidos. Outra, fundamental, é não fazer nenhuma transação bancária antes de confirmar a veracidade dos fatos. É importante que a pessoa abordada faça uma ligação paralela para algum parente ou pessoa que solicita a ajuda, certificando-se da situação. Num dos casos desta semana, registrado por este Site, o cidadão M. M. dos Santos, de 36 anos, residente em Costa Rica, até que fez a ligação, mas depois de ter feito um depósito em dinheiro. Como os demais, se deu mal.