Morena, 21 anos, simpática, comunicativa, carinhosa e bonita. Assim é Eve T., residente em Florianópolis, SC, que decidiu, por curiosidade, envolver-se em um projeto que foi além de um compromisso acadêmico, do curso de Psicologia. Curiosa para ver o que rolava nas salas de bate papo e registrar as experiências, ela começou a interagir numa sala de uma cidade bem distante, que na verdade nem conhece, com diversas pessoas, atraindo alguns para o ?reservado? e, dependendo do grau de afinidade e confiabilidade, para o seu face.
?Confesso que me surpreendi com alguns padrões comuns, como a grande presença de homens solitários, casados ? homens e mulheres ? buscando ir além da relação doméstica, curiosos e principalmente pessoas reprimidas na área da sexualidade, buscando em relações virtuais o espaço para desabafos ou mesmo para começar a libertar-se de suas amarras?, declara Eve.
Assumindo a identidade de uma Garota de Programa, e com táticas aprendidas dos conteúdos de seu curso, ela confessa que começou movida realmente pela curiosidade e até pensando na possibilidade de desenvolver um projeto acadêmico sobre algum enfoque que pudesse resultar das experiências. Com o tempo, contudo, começou a se envolver com alguns dos admiradores da sala, a ponto de abrir a webcam, nunca, contudo, revelando totalmente o seu perfil. ?Essa experiência do quase é interessante?, observa, com um toque de malícia.
O resultado de suas aventuras pode ser transformar numa obra literária, a posteriori. Por enquanto, Eve tomou a decisão de compartilhar algumas experiências em O Pantaneiro, em artigos semanais. Promete sigilo em relação a nomes. E para os que desejarem conhece-la, revela que mudará de sala de bate papo. A partir da próxima semana poderá ser encontrada na sala 01 de Porto Velho (RO), ou outra da mesma cidade, no site UOL. ?Espero você que está lendo este artigo, no mínimo para a troca de algumas ideias?, conclui.