Treinador de cavalos há mais de dez anos, bicampeão sul mato-grossense de Rédeas, o Camapuanense Joelvis Cunha realizou no ultimo final de semana um curso de doma através do projeto ?Rédeas MS? que tem como instrutores, além de Joelvis, Antônio Carlos Silva, também conhecido como ?Americano?.
Com dois dias de duração, o curso tratou da inicialização e correção de cavalos, forma correta de iniciar potros e manobras da modalidade de rédeas, com apoio da Fazenda Pântano e Fazenda e Haras Promissão.
?A doma racional é um processo que necessita de paciência, disciplina e carinho com o animal por parte do domador?. Explica Joelvis que trabalha com doma e conta com assessoria permanente do treinador e competidor texano Roger Barral, de quem já recebeu treinamento.
Com mais de 30 anos de experiência no ramo o instrutor Antônio costuma dizer que as pessoas que têm interesse em trabalhar com cavalos precisam ter sensibilidade e paciência. Para ele é preciso se colocar na posição do animal. ?Eles são as presas e nós os predadores, então temos de conquistar sua confiança e demonstrar que não iremos agredi-lo?, ensina.
Devido a grande procura, outras edições do curso estão previstas ainda para este semestre, segundo o idealizador. Maiores informações podem ser obtidas pelo fone (67) 99602-9727.
Doma racional
A doma racional é uma técnica de amansamento de equinos, que visa condicionar estes animais sem qualquer tipo de violência. Ela é um processo pelo qual o domador utiliza os comandos de voz com determinada tonalidade, com sensibilidade, disciplina e paciência. Os cavalos são ensinados a obedecer aos comandos do homem, de forma a tornarem-se animais mais confiáveis, com melhor rendimento e maior vida útil.
O período ideal para iniciar a doma racional é determinado pela idade do animal, que deve ser em torno dos dois anos de idade, período no qual o equino já possui toda a estrutura física necessária para desenvolver atividades referentes à doma.
Este tipo de doma deve ser realizado em ambiente próprio e que proporcione ao animal segurança, evitando qualquer tipo de acidente. Além disso, existem também materiais próprios para domar cavalos. Os principais são:
Cabresto: ele tem como finalidade facilitar o direcionamento do cavalo exigido pelo domador, que deve ser ajustado na altura do chanfro do animal. O cabresto deve ter cinco metros de comprimento para facilitar o trabalho e evitar qualquer tipo de acidente.
Corda para amarrar o rabo: ela deve ser de náilon, macia, medindo cerca de três metros.
Saco de estopa: ele deve ser bem conservado e limpo, além disso, deve ser aberto nas laterais, ou seja, nos lados de maior comprimento, para facilitar o trabalho.
Manta: é um forro que deve ter uma espessura de aproximadamente três centímetros. Os mais utilizados são os de lã ou algodão.
Sela: trata-se de um equipamento utilizado na montaria para proteger o dorso do animal e para proporcionar maior conforto e segurança ao cavaleiro. Ela pode ser de couro ou de náilon.
Cabeçada com bridão: é um equipamento feito de couro, que se ajusta à cabeça do animal e serve para prender os bridões, freios e outros equipamentos utilizados.
Fechador de boca: trata-se de uma cabeçada mais estreita, feita de couro ou náilon e que tem como finalidade condicionar o animal a trabalhar com a boca fechada.