Todo ano é a mesma coisa. O período de carnaval, incluindo o antes, o durante e o depois, é marcado por um alto índice de roubos e consumo de drogas. Em Aquidauana, a Polícia já intensifica esforços para coibir essas práticas. Uma das estratégias é monitorar os pontos que já fazem parte do mapa da marginalidade. Um deles fica na Giovani Toscano de Brito, no Bairro Alto, onde uma residência já é conhecida no meio policial como uma boca de fumo, a boca do Cabaláá, alvo de diversas denúncias da comunidade.
Policiais de uma guarnição, de olho no local, fizeram uma abordagem a A. Arguelo, 24, cujo apelido dá nome ao local, encontrando num de seus bolsos um tablete de substancia com odor semelhante a maconha, pesando 44,5 g, envolto em uma sacola plástica. Ao ser indagado sobre a procedência da droga, o suspeito disse ter comprado em Campo Grande, de uma pessoa conhecida por Junior, pelo valor de R$ 50 reais e que estaria indo para entregar a um comprador ao preço de R$ 100 reais.
Já em sua residência, usando um cão farejador, mais uma porção da mesma droga foi encontrada pelos policiais, pesando 44,7 g. Também foram encontrados doze trouxinhas de substância análoga dentro de uma panela de pressão, pesando 38,1 g e restos da mesma substância dentro de um quarto, pesando aproximadamente 1,1 g. Comprovando que o lugar funciona como um ponto de distribuição de drogas, diversos telefonemas foram interceptados durante o período em que policiais faziam buscas. Eram consumidores tentando fazer encomendas.