JARDIM
A ação integra uma operação de mobilização nacional voltada ao enfrentamento da comunicação ilícita dentro das unidades prisionais de todo o país, e marca a 70ª grande operação de revista e fiscalização realizada pela Polícia Penal de MS em 2026.
Publicado em 26/09/2026 às 07:48
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A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul realizou nesta sexta-feira (25) uma operação de fiscalização no Estabelecimento Penal Máximo Romero, em Jardim. A ação integra a Operação MUTE, mobilização nacional voltada ao enfrentamento da comunicação ilícita dentro das unidades prisionais de todo o país, e marca a 70ª grande operação de revista e fiscalização realizada pela Polícia Penal de MS em 2026.
O trabalho em Jardim fecha uma semana de intensa mobilização no sistema penitenciário estadual. Antes de chegar ao município da região sudoeste, a ação já havia passado, nesta semana, pelo Estabelecimento Penal Masculino de Coxim e pela Penitenciária Estadual de Dourados (PED). A MUTE é promovida pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).
Com isso, a operação alcança, em poucos dias, unidades localizadas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, reforçando a estratégia de ampliar a fiscalização e identificar possíveis vulnerabilidades relacionadas à entrada e utilização de materiais proibidos e à comunicação não autorizada a partir dos presídios.
Em Jardim, participam da ação policiais penais da unidade e equipes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), além da estrutura de inteligência da Polícia Penal do estado e de representante da Polícia Penal Federal. Os trabalhos são coordenados pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
Durante as fiscalizações, são empregados recursos tecnológicos, entre eles equipamentos de varredura e georradares, que ampliam a capacidade das equipes de identificar materiais e possíveis pontos de vulnerabilidade nas estruturas prisionais.
70 grandes operações em 2026
A operação desta sexta-feira também representa um marco na rotina de fiscalização da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.
Com Jardim, são 70 grandes operações de revista e fiscalização realizadas em estabelecimentos prisionais do Estado em 2026, além das inspeções de rotina executadas pelas equipes.
Os trabalhos são definidos a partir de informações operacionais e de inteligência, permitindo direcionar efetivos e equipamentos para unidades e setores considerados prioritários.
A estratégia combina ações de prevenção e repressão às irregularidades, com revistas em celas, galerias e outras áreas das unidades prisionais.
Tecnologia no combate à comunicação ilícita
A Operação MUTE utiliza tecnologia como ferramenta complementar ao trabalho dos policiais penais. Equipamentos de varredura e sistemas de detecção auxiliam na identificação de possíveis materiais e pontos que demandem uma fiscalização mais detalhada.
A iniciativa também se soma à Operação Modo Avião, que utiliza equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel e já foi realizada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul em 2026.
A partir dos dados obtidos pelos equipamentos, as equipes podem direcionar as revistas para locais que apresentem indícios de comunicação por meio de aparelhos celulares.
Inteligência orienta atuação
Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia amplia a capacidade de atuação dos policiais penais, sem substituir a presença das equipes nas unidades.
“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, comenta.
Conforme o dirigente, a Operação MUTE faz parte de uma estratégia contínua de segurança penitenciária em Mato Grosso do Sul, que reúne inteligência, fiscalização, atuação operacional e tecnologia.
“Com a combinação de experiência operacional, inteligência e tecnologia, a Polícia Penal amplia sua capacidade de prevenção, identificação de vulnerabilidades e resposta às tentativas de utilização do sistema prisional para atividades criminosas”, finaliza.
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