Agronegócio
Secretário de Produção discute efeitos negativos da operação Carne Fraca
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck se reúne a partir das 14h de hoje (20), na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) para discutir medidas para reduzir os efeitos negativos da divulgação da operação “Carne Fracas”, sobre a produção do Estado.
A reunião de daqui a pouco vai contar com representantes do setor produtivo, incluindo membros do Sindicato Rural de Aquidauana. A divulgação de supostas irregularidades cometidas no processamento da proteína vermelha na indústria foram comentadas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante o cumprimento de uma agenda pública no município de Guia Lopes.
O chefe do Executivo estadual disse a Polícia Federal, Ministério Público e Justiça prestaram um desserviço ao fazerem “um estardalhaço” diante da operação que identificou irregularidades em três frigoríficos com unidades de produção em 12 estados. “Não se trata de defender os maus funcionários e empresários corruptos, que devem ser punidos com rigor. O que nos causa preocupação é por que essa pirotecnia, desqualificando toda a carne brasileira. Isso é muito ruim, prejudicial ao mercado e ao país. Será que tem algum pano de fundo nisso tudo?”, questionou.
Segundo Reinaldo, o Brasil já enfrenta resistências de países, como Estados Unidos e Austrália, em razão do crescimento das exportações brasileiras, por isso, ele diz acreditar que o superdimensionamento de “casos pontuais” e isolados possa ter alguma razão. Para o governador, “não se pode criminalizar toda a carne brasileira por causa de alguns maus funcionários e empresários corruptos, em prejuízo a toda uma cadeia produtiva”.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, países importadores já anunciaram restrições à compra da carne brasileira. Conforme reportagem publicada no site do jornal paulista, o pedido foi feito pela Comissão Europeia, para efeito imediato. “Queremos ter certeza de que apenas a carne com controle apropriado chegará ao mercado europeu”, explicou o porta-voz da entidade, Enrico Brivio.
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