Crise
“Estamos empenhados em dar resposta a todos os pedidos de informação que o mercado internacional está nos pedindo”,
A terça feira, 21, com más notícias para o mercado da carne. Até as últimas horas desta segunda União Européia, Coréia do Sul, China e Chile haviam oficializado a suspensão das importações do produto, definindo que aguardam esclarecimentos do governo brasileiro sobre a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta, 17, que expos abusos em procedimentos internos de 21 plantas de frigoríficos no país.
Nas últimas horas, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, veio a público manifestar sua preocupação com o fechamento, que considera temporário, de alguns mercados importantes para a carne exportada do Brasil. “Estamos empenhados em dar resposta a todos os pedidos de informação que o mercado internacional está nos pedindo”, disse, lembrando o desastre provocado pelo mal da vaca louca.
Segundo a Polícia Federal, um esquema criminoso envolvendo empresários do agronegócio e fiscais agropecuários estava em curso. Eles facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo. Consciente do desastre que isto pode gerar na cadeia de exportação, Blairo declarou que está rezando para que os mercados que anunciaram suspensão temporária das importações não fechem.
O setor da carne movimenta cerca de US$ 15 bilhões por ano. Desse total, 30% representa o total em importações do produto brasileiro. “Muito dinheiro está envolvido nisso, por isso a nossa atenção em não deixar acontecer (uma interrupção). Não estamos só preocupados com a balança comercial, isso é um ponto, mas esse setor emprega 6 milhões de pessoas”, destacou o ministro numa das muitas entrevistas dadas nas últimas horas.
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