Expectativa é de que nesta safra as condições climáticas sejam favoráveis
KARLA MACHADO RODRIGUES
Publicado em 23/09/2022 às 13:50
Atualizado em 10/09/2026 às 14:19
Após dois dias de fortes chuvas em Maracaju, região Centro-Oeste do estado, muitos produtores que aguardavam para o início do plantio da soja, já se preparam com as máquinas em campo.
Com dias mais firmes a partir de agora, a previsão é de que em uma semana, boa parte das lavouras do município alcancem em torno de 50% de semeadura.
Esse período é importante, pois para o produtor rural, o plantio representa metade do sucesso da safra, que vai depender também do controle correto contra pragas e doenças que atacam a soja, como explicou o pesquisador e engenheiro agrônomo, Ricardo Barros.
As principais doenças da soja em Mato Grosso do Sul são a antracnose, a mancha alvo, mofo branco, entre outras. Além das pragas mais comuns que atacam as lavouras em fases iniciais, como o percevejo marrom e até o percevejo barriga-verde.
O manejo mais adequado de pragas é o monitoramento constante para a correta identificação das áreas e dos talhões afetados. Os técnicos e agrônomos orientam os produtores quanto à aplicação segura de defensivos.
Em Maracaju, maior município produtor de grãos do estado, são mais de 300 mil hectares destinados ao plantio da soja. Na média de produtividade, na última safra 2021/2022, segundo a Aprosoja/MS, os produtores maracajuenses colheram em torno de 50 sacos por hectare, produtividade bem abaixo da média das últimas safras (entre 70 e 80 sc/há), mas em decorrência da forte estiagem que atingiu a regiões Centro-Oeste e Sul no início deste ano.
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