Aos 15 anos Tahyná Grance, hoje com 33, descobriu que não poderia ser mãe. Anos mais tarde ela foi surpreendida por um ato de amor de sua irmã: Anaí Grance, 28 anos, ofereceu sua própria barriga para gerar um filho para Tahyná.
Parece história de novela não é mesmo? Anaí que tem uma filha, a Luisa, de apenas 3 aninhos, já sabe a emoção de ser mãe, e ao ver sua irmã desejando tanto ter um filho, não pensou duas vezes em ?emprestar? sua barriga para a gestação do ?sobrinho?. Os pais e os maridos apoiaram a decisão.
A história ganhou repercussão e na tarde desta quinta-feira (05), a Anaí e família receberam a equipe da TV MS Record de Campo Grande, para fazer uma entrevista sobre essa demonstração tão nobre de amor incondicional entre irmãs.
O procedimento antes da inseminação foi um pouco demorado, cerca de dois anos, mas o importante é que deu tudo certo! A inseminação foi realizada em São Paulo, em uma clínica especializada, e o nascimento do pequeno Bruno está previsto para julho em Campo Grande, com o acompanhamento do médico especialista José Eduardo Silveira dos Santos.
Tahyná, que mora no Rio de Janeiro, vem a cada dois meses para Anastácio acompanhar a gestação. Ela criou até um blog para descrever essa experiência, desde a espera pela fertilização, o dia do procedimento e a gestação da irmã, sempre com muita ternura nas palavras.
Apesar de Anaí carregar o bebê no útero, a irmã e o marido passam por todos os preparativos e toda ansiedade típica desta fase maravilhosa da vida e que milhares de pais conhecem: a gestação de um filho.
Enquanto esse dia não chega, a internet ajuda nesse período, as irmãs sempre conectadas se comunicam o tempo inteiro, compartilham todos os detalhes, os desejos, tudo para que Tahyná se sinta grávida também.
Um exemplo de que o amor supera a biologia.
Quem quiser acompanhar a história das irmãs é só acessar: www.filinhadeespera.blogspot.com.br
Barriga solidária - A 'barriga solidária' só é permitida entre parentes, geralmente mãe, irmã e prima, que possam levar a gestação em favor de outra mulher ou de outro casal, seja com material genético do casal, ou com material genético retirado de um banco de esperma, ou de óvulo.
No Brasil, é proibido receber dinheiro para ceder o útero. Os procedimentos se dão baseados em resolução do Conselho Federal de Medicina. O procedimento para o registro de um bebê nascido dessa forma pode ser longo.
(Colaborou João Éric)