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Aquidauana

Dois novos projetos reforçam cultura terena

Cartilha e jornal serão lançados hoje em Aquidauana

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A rica história terena, preservada ao longo de muito tempo pela tradição oral e conhecível apenas em um ou outro trabalho acadêmico, escreve neste 15 de abril, às vésperas do dia que celebra a existência e co-existência das nações indígenas com os patrícios brancos, uma página especial. Dois projetos relevantes estão sendo lançados em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, berço de um dos maiores remanescentes da etnia, distribuído em nove aldeias.
O primeiro é o “Koêru”, Koexépukopiti Kúxoti Éxone Terenoe” (Reconstruindo Saberes Tradicionais Terena), centrado no resgate de saberes tradicionais, preservados pela tradição oral. Tem a marca da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Gerência Municipal de Educação (GEMED). Trata-se de um texto de alfabetização direcionado para crianças, jovens e adultos residentes na área urbana, que são os que mais sofrem com o processo de aculturação.

E para quem sonhou nos últimos anos com um jornal que reproduza as tradições e o cotidiano desta etnia, poderá ler a partir desta quinta feira o Emo’u Tereone Xúnati. O significado, na transliteração dos termos – “Voz Forte Terena” – traduz o desejo de Célio dos Santos Francisco, o Célio Terena, de dar expressão a um povo que esteve presente nos principais momentos da história do município, inclusive na época da Guerra do Paraguai. Nesta, os terena atuaram como guias e tiveram um papel decisivo no resultado final do conflito.

Nos dois projetos existem coisas em comum. Destaca-se o denodo de professores, pesquisadores, gestores públicos e lideranças indígenas. Na construção da cartilha, por exemplo, uma das coordenadoras foi a professora Claudete Cameschi. Na edição do informativo, além de Célio – escritor do primeiro dicionário terena, o Vemo’u, publicado em 1997 - a formatação jornalística é de Geyse Ortega. Como os nomes são muitos, todos concordam em destacar a figura do chefe do executivo, Fauzi Suleiman, que não cansa de fazer uma declaração: é um apaixonado pela cultura terena. Os dois projetos certamente hão de fortalecer essa paixão. De todos!

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