Cinco municípios de Mato Grosso do Sul estão no Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Dentre eles, Aquidauana, que aparece ao lado de Dourados, Miranda, Corumbá e Sidrolândia.
O mapa foi desenvolvido pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz e pela Fase, com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. Conforme o site do mapeamento da Fiocruz, "o objetivo principal é, a partir de um mapeamento inicial, apoiar a luta de populações e grupos atingidos, em seus territórios, por projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento considerada insustentável e prejudicial à saúde por tais populações, bem como movimentos sociais e ambientalistas parceiros".
Em Aquidauana, por exemplo, o carvão usado para siderurgia e mineração ameaça as terras indígenas, as águas, o cerrado e as matas do Pantanal. Além de prejudicar os índios, a extração de carvão no estado também afeta cerca de 1200 pessoas da região de Antônio Maria Coelho, que é atingida pela poluição da siderurgia, pela falta de água e pela expansão da produção.
De acordo com o site da Fiocruz, a extração de carvão altera a ocupação territorial e aumenta o risco de desmatamento e queimadas na região. Consequentemente, há uma queda na qualidade de vida da população atingida, que corre o risco de sofrer, também, com a falta de alimentos.
O Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil pode ser conferido no site
http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br