"Expedições Anarco-pedagógico-atemporais". Este o nome de um projeto que já realizou uma primeira expedição, no último final de semana, em Aquidauana, município distante cerca de 130 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O objetivo é levar os alunos da Escola Estadual Geraldo Garcia a conhecerem os sítios arqueológicos localizados dentro da área da Universidade Estadual (UEMS), na Serra de Maracajú.
Segundo o professor Luiz Eugênio de Arruda, cerca de 9 km foram percorridos por monitores e alunos, sendo quatro deles dentro da área tombada pelo Instituto do patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ele lembra que o projeto faz parte das atividades pedagógicas da Escola, a partir da área de história.
De cunho multidisciplinar, a iniciativa visa agregar conhecimentos de várias disciplinas como geografia, geologia, artes, arqueologia, educação ambiental e patrimonial, engenharia florestal, pedagogia, biologia e turismo. As “anarcos” acontecerão em intervalos de aproxidamente 30 dias e ocorrem como atividade complementar ao projeto pedagógico da área de história.
Durante as trilhas os monitores compartilham os conhecimentos específicos de cada área de conhecimento integradas ao projeto e relatórios são produzidos pelos participantes. Numa etapa posterior, os estudantes registram os dados apreendidos num blog específico.
A próxima incursão de monitores e alunos será no Sítio Arqueológico Córrego das Antas, localizado na região da Furna dos Baianos, no Distrito de Camisão. “Os esforços que envolvem esta iniciativa, além deste retorno de conhecimento aos participantes, tem fomentado iniciativas semelhantes”, observa Luiz Eugênio, citando como exemplo a presença, em Aquidauana, no próximo dia 29 de maio, de um grupo de alunos do Colégio Dom Bosco, de Jardim, que estará visitando os sítios arqueológicos da UEMS. Os alunos da Escola Geraldo Garcia farão o acompanhamento.