Assim como em várias regiões do estado do Mato Grosso do Sul, o município de Aquidauana volta a viver o drama da falta de cimento, o que acarreta no atraso de várias obras públicas e privadas que estão em andamento.
De acordo com o presidente licenciado do Sinduscon/MS (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo, o problema já era esperado devido ao ritmo acelerado das construções no Estado.
Em Aquidauana, várias lojas consultadas não tinham nenhum saco de cimento a ser comercializado. “Estamos com uma lista de espera grande e o prazo para entrega é de no mínimo uma semana”, afirmou o empresário Marcílio Albuquerque, da Fema. Para ele, as informações dos fornecedores são de que a grande demanda decorre das inúmeras obras no estado vizinho, MT, que irá sediar alguns jogos da Copa do Mundo em 2014. Com isso, as maiores empresas de cimento do estado, localizadas em Corumbá e em Bodoquena não estão conseguindo suprir tantos pedidos priorizados para estas grandes obras.
Ter paciência é necessário de acordo com a vendedora Agnes de Paula, da Comercial Paulista, que também apresenta uma extensa lista de espera de clientes que aguardam algumas unidades do produto. A falta de oferta no mercado fizeram os preços decolarem: o saco 50 kilos de cimento, antes comercializados a R$ 18,00 são vendidos agora a R$ 22,50, ou seja, um aumento de 25% no preço. E ainda para sair com a mercadoria, explica a vendedora, só pagando a vista.
A situação preocupa toda a cadeia e tem os funcionários de obras como os mais prejudicados. Sem a matéria prima, as obras param e os funcionários que trabalham em sua maioria com diárias, ficam sem serviço. Além disso, o pequeno consumidor está assistindo o orçamento de suas construções ou reformas dispararem.
Especialistas da área aguardam providências das autoridades que precisam interferir no processo através do aumento de produção no Brasil, ou importando o produto.