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Piraputanga foi homenageada no Festival de Dança de Joinville

A lembrança ocorrida no maior Festival de Dança do Mundo, foi em virtude do trabalho desenvolvido pela Casa de Cultura Dona Zica

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Para quem ama e quer o melhor para a região aquidauanense de Piraputanga, a data de 29 de julho de 2010, tão cedo, não será esquecida. Acontece que nesse dia, no 28º Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, considerado o maior evento do mundo nessa área, durante a apresentação de encerramento do curso sobre Improvisation Tecnology Forsythe (25 a 29), ministrado pelo renomado professor Roberto de Oliveira, foi realizado no palco da Feira da Sapatilha, o espetáculo denominado Homenagem a Piraputanga via Forsythe.

A homenagem começou a ganhar corpo, quando a diretora da Casa de Cultura Dona Zica, Maia Faria, que havia se inscrito no curso, ao conhecer o professor Roberto de Oliveira, contou e mostrou através de fotos e de uma farta documentação, todas as ações que a entidade realiza no distrito aquidauanense de Piraputanga, deixando-o totalmente sensibilizado com a proposta. Durante as aulas, ele foi amadurecendo a idéia de encerrar o curso com um espetáculo no palco da Feira da Sapatilha, complexo onde aconteceu boa parte do 28º Festival de Dança de Joinville, com a intenção de prestar uma homenagem às ações protagonizadas pela Casa de Cultura Dona Zica. Assim o espetáculo de encerramento do curso ganhou o sugestivo nome de Homenagem a Piraputanga via Fosrsythe.

O curso ministrado pelo professor Roberto de Oliveira visou apresentar as diferentes técnicas de composição coreográfica de um dos mais importante coreógrafos da atualidade: William Forsythe, atual Diretor da Forsythe Company (e ex- Diretor do Frankfurt Ballet). Forsythe é o artista que mais redimensionou os limites da técnica e da estética do ballet clássico/neoclássico, levando a arte da dança a novos runos e horizontes. Forsythe ao longo dos anos sistettizou suas técnicas de criação, criando o Technology Improvisations, que rénne duas diferentes técnicas de improvisação e composição, aliando preceitos científicos , a subjetividade criativa da composição. Esta sistemtização teórica do processo de composição é ferramenta de grande valia na forma de um jovem bailarinou ou coreógrafo, pois cria uma inusitada percepção espacial, redimensionando as possibililidades criativas entre coropo, forma e epaço. No final do curso, foi apresentada uma coreografia que reuniu os resultados mais interessantes deste processo de aprendizado.

Minutos antes do espetáculo que homeangeou Piraputanga, tive a grata oportunidade conversar com o professor Roberto de Oliveira, que manifestou toda a sua satisfação com o grupo que havia participado do curso e enalteceu a figura de Maia Faria. "A Maia é uma guerreira. Sua força de vontade desconhece limites. Fiquei muito feliz em poder conhece-la e ficar sabendo do trabalho que a Casa de Cultura Dona Zica faz na região de Piraputanga, por isso resolvi fazer a referida homenagem, que no meu entender é mais do que justa e uma estímulo a mais para que vocês prossigam com esse nobre trabalho em prol da cultura".

Na seqüência, foi exibido o espetáculo que arrancou intensos aplausos da numerosa platéia presente, que ficou maravilhada com o resultado do curso mostrado ali no palco na Feira da Sapatilha.

Logo após, Maia Faria, radiante, falou daquele momento realmente especial em sua vida. "Hoje é um dia que jamais esquecerei. Primeiro por ter tido a oportunidade de aprender tudo o que aprendi nesse curso, com esse mestre da dança que é Roberto de Oliveira. Além de todo seu talento que é reconhecido mundialmente, sua generosidade é algo que emociona qualquer um. A sua idéia de homenagear Piraputanga, inclusive, subindo ao palco, vestindo uma camiseta com a imagem dos morros e o nome do nosso distrito na frente e a figura de uma Piraputanga nas costas, foi algo maravilhoso. Ter tido a oportunidade de subir no palco da Feira da Sapatilha, já seria muito para mim e ainda mais num espetáculo que homageava a minha terra, foi uma das maiores emoções que já tive na vida", afirmou Maia, que lembrou que a felicidade é maior ainda, porque vai poder repassar todo o aprendizado que obteve, para os alunos da Casa de Cultura Dona Zica.

Felizes, os integrantes do grupo festejaram intensamente aquele momento, que com certeza, vai deixar saudades em todos.

O generoso professor


Roberto de Oliveira é Diretor do Espaço Dança Roberto de Oliveira (ensino de Ballet e pesquisa coreográfica) e diretor-coreográfico do Programa Social DeAnima Ballet (atividades sócio-culturais), no Rio de Janeiro;

Coreógrafo-residente do Ballet de Stuttgart na gestão de Márcia Haydée. Coreógrafo-residente do Ballet da Ópera de Berlin na gestão de Richard Cragun;

Como bailarino dançou com o Ballet de Stuttgart (Alemanha), Béjart Ballet Lausanne (Suíça), Balletto di Toscana (Itália) e Theatro Municipal do Rio de Janeiro;

Criações para o Ballet de Stuttgart, Ópera de Berlim, Hans-Otto Theater Potsdam, Essen Ballet, Two World Ballet Festival -Japão, Ballet da Cidade de Niterói, Corpo-de-baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet Contemporâneo de Caracas, Cia de Dança do Palácio das Artes;

Eleito em 1995 o mais representativo artista estrangeiro em solo alemão, com um programa da rede alemã Deutsche Welle de uma hora sobre suas criações exibido mundialmente; Em 1995 foi indicado pela Tanz International, a mais conceituada revista de Ballet da Europa, para o prêmio revelação entre jovens coreógrafos europeus;

Termina no momento sua graduação em filosofia pela PUC, no Rio de Janeiro.

Aproveitando tudo


Além dos curso com o professor Roberto de Oliveira, Maia Faria, participou de workshops coreográficos com renomados profissionais, de oficina de maquiagem, a cargo de Alexander Simas, maquiador oficial da Escola de Ballet Bolshoi e também do seminário de dança denominado "O aveso do avesso do corpo - educação somática como praxis" e de vivências sobre Feldenkrais e Klauss Vianna. Isso sem esquecer, que ela aproveitou também todo o tempo disponível para assistir a diversos espetáculos que iam desde ballet clássico, contemporâneo, dança de rua, danças folclóricas, ou seja, fez de tudo para tirar o máximo de proveito do festival, que não é o maior do mundo por acaso. Só quem assiste ou participa, sabe disso.

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