O Delegado Regional de Polícia de Aquidauana, Dr. José Raimundo Pinto Filho, encaminhou há cerca de quinze dias um expediente à AGESUL, solicitando providências contra a empresa CRS CONSTRUÇÕES E PROJETOS LTDA, como também notificou a Diretoria de Polícia do Interior sobre o que vem ocorrendo em relação à reforma dos prédios da Polícia Civil, os quais abrangem, além da Delegacia Regional, a 1ª DP. Aquidauana, a DAM, o Setor de Identificação e o Núcleo de Perícias Técnicas.
A obra foi iniciada no dia 06 de abril deste ano e, mesmo com as adequações feitas no projeto inicial, deveria ser concluída no máximo em 120 dias, ou seja, até o início do mês de agosto. Entretanto, por conta de desacertos entre a empreiteira (ganhadora da licitação) e a sub empreiteira por ela contratada para a execução dos serviços, a obra simplesmente foi paralisada há mais de vinte dias e, até o momento, não foi retomada.
A AGESUL, ciente do problema, prometeu cobrar uma definição por parte da empreiteira, mesmo porque já houve mais de 50% do pagamento por parte do Estado e o restante está condicionado à conclusão da obra. Se o prazo fosse cumprido ou, no máximo, extrapolado em um mês, os inconvenientes seriam somente internos, visto que tanto a 1ª DP como a Delegacia Regional vem, neste período, trabalhando em precárias condições, com cartórios improvisados, mobiliários amontoados em corredores, parte do sistema de informática adaptado e pelo menos duas linhas telefônicas inoperantes.
De acordo com o delegado, a parte mais prejudicada com o atraso está sendo o público, a comunidade, que necessita diariamente dos serviços da Polícia Civil, seja para registrar uma ocorrência, para confecção da carteira de identidade ou da mesma para depor em procedimentos policiais. Em suma, uma obra prevista para no máximo 120 dias, que iria dinamizar o atendimento das Unidades da Polícia Civil nesta cidade, vem, já por alguns meses, causando transtornos a todos (servidores e população).
A fiscalização da AGESUL se comprometeu em vistoriar o local ainda neste início de semana e então estabelecer junto à empreiteira um prazo mais rápido possível para a conclusão da obra. Não obstante, o problema também já foi levado ao conhecimento da SEJUSP, que está tomando as providências necessárias com relação à empresa.