Conforme edital publicado no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul da última terça-feira (05), a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) destinará 30% das vagas à política de ações afirmativas da instituição.
No total, o ingresso em 2011 terá 470 vagas para negros e 235 para índios, por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Primeiramente, o candidato precisa ser classificado no Enem. Então, os aprovados irão passar por uma entrevista presencial antes de realizarem a matrícula.
O candidato negro será avaliado por uma banca de validação de cotas, que verificará traços fenotípicos que caracterizem o candidato como negro. Uma banca com três membros fará a avaliação dos candidatos a vagas para negros.
Já os índios precisam apenas apresentar a cédula de identidade indígena, expedida pela Funai (Fundação Nacional do Índio).
"Caso a banca de validação de cotas indefira o benefício do candidato inscrito como negro durante a entrevista presencial, ele perde a vaga. O mesmo acontece ao índio que não apresentar sua identificação oficial", explica a assessoria da UEMS.
De acordo com o reitor da UEMS, Gilberto Arruda, o ideal seria que as cotas não fossem necessárias. Mas ele acredita que as políticas afirmativas sejam uma forma de responder imediatamente ao problema de inclusão universitária que, segundo Gilberto, é real. “A cota é uma medida imediata, pois esperar que um indígena, por exemplo, tenha acesso à educação superior exige um processo que pode demorar muito tempo”, explica Arruda.