Já se passaram quase quarenta anos desde o primeiro trabalho musical de Renato Teixeira, mas até hoje ele continua na estrada, como um dos maiores nomes da música de raiz no Brasil. Desde “Album de Família”, em 1971, ele coleciona sucessos inesquecíveis como Romaria, Amanheceu e Sonhos Guaranis, de Almir Sater e Paulo Simões, entre outros.
São muitos os elementos que aproximam Renato do Festival Pantaneiro, que acontece de 12 a 14 de novembro em Aquidauana. O vínculo com Almir Sater, embaixador do evento, em vários projetos musicais é um deles. Eles são parceiros na canção que melhor define o cotidiano do homem pantaneiro: Tocando em Frente, gravada inclusive por intérpretes de outros gêneros, como Maria Bethânia.
Comenta-se que o prefeito de Aquidauana, Fauzi Suleiman, ao conversar com Almir Sater, em 2009, sobre a segunda edição do Festival, teria ouvido deste o nome de Renato como uma das sugestões. Sensível ao apelo e fã de carteirinha do cantador que em “Rapaz Caipira” corajosamente critica a atual música sertaneja de consumo, Fauzi conseguiu agendar a participação de Renato Teixeira.
Com a autoridade de quem sobrevive – e bem – no mundo artístico atual, sem fazer as concessões que na percepção de alguns críticos descaracterizam cada vez mais a música sertaneja, Renato Teixeira deverá produzir um dos melhores momentos do evento. Ele “sapateará as cordas” de sua viola no Parque de Exposições Manoel Antonio Paes de Barros na abertura, no próximo dia 12. Se perguntado sobre o que trará na sacola nesta viagem pantaneira certamente dirá, como numa de suas canções, que “não pode contar”. Seu talento, contudo, inclusive como contador de causos, aponta para boas e fortes emoções.