O relatório preliminar divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), apontando que a mortandade de milhares de peixes no Rio Negro pode ter sido mesmo causada pela “dequada”, fenômeno que ocorre quando a decomposição da vegetação submersa elimina o oxigênio da água, deixou os produtores rurais da região mais tranquilos.
Na defesa deste segmento que representa a força da economia local já tinha se manifestado, num primeiro momento, o prefeito Fauzi Suleiman (PMDB). “Eles são preocupados com o meio ambiente e a hipótese de contaminação com agrotóxico ou veneno é pouco provável”, disse o chefe do executivo aquidauanense quando as primeiras imagens da tragédia começaram a ser mostradas ao mundo, muitas das quais pela lente do fotógrafo Rhobson T. Lima, de O Pantaneiro.
Sabedores de que os peixes do Rio Negro são um dos maiores atrativos da região, onde diversas Pousadas estão estabelecidas para atender o turismo de pesca, os produtores rurais e outros proprietários falam com orgulho desta riqueza. Um dos mais famosos, que morou na região por muitos anos, é o cantor sertanejo Sérgio Reis. Almir Sater, ícone da cultura pantaneira, refere-se ao Rio Negro como um dos meios de riqueza desta parte do pantanal sul mato-grossense.
“Aposto que a mortandade realmente tenha sido resultado deste fenômeno natural, a decoada”, destaca o turista que prefere identificar-se apenas como Marcos, do interior de São Paulo. “As imagens divulgadas na semana passada foram de doer o coração”, observou, dizendo que vai guardar em seus arquivos o texto “O gol de um fotógrafo”, editorial da última edição de O Pantaneiro.