Segundo informações do site do Governo de Mato Grosso do Sul, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) divulgará, no dia 23 de fevereiro, o resultado final sobre o laudo da morte de milhares de peixes no Rio Negro, no mês passado. As primeiras fotos, divulgadas com exclusividade pela reportagem de O Pantaneiro, ganharam grande destaque em diversos veículos de comunicação.
O laboratório Task, em São Paulo, repassará o resultado dos exames sobre a existência ou não de defensivos agrícolas em amostras de peixes.
Dois relatórios expedidos pelo órgão atribuíram a mortandade ao fenômeno da “decoada”. Neste fenômeno, a vegetação local entra em decomposição na seca. Com a chegada da cheia, o material orgânico, junto com a água quente, contribui para diminuir o oxigênio, forçando os peixes a subir à superfície.
O site O Pantaneiro divulgou a primeira reportagem no último dia 30 de janeiro. Foram encontrados pintados, cacharas, dourado, piranha, tuvira, sardinha e até arraias e pacus, que nadam em águas mais profundas, mortos na superfície do Rio Negro. A morte dos peixes chamou ainda mais atenção pelo fato de ter ocorrido em plena Piracema, período de desova, quando a pesca é proibida nos rios do Mato Grosso do Sul.
O Rio Negro é um dos principais rios pantaneiros. É considerado berçário de reprodução de peixes. A única modalidade de pesca praticada no rio é o pesque-solte, determinada através de um decreto Estadual. O rio é protegido como reserva de recursos pesqueiros.