Frios e impiedosos. Assim o delegado regional Mario Donizete definiu os assassinos confessos do jovem taxista Eudes Paulo Cunha Viana. O crime que aconteceu em 02 de abril de 2009 chocou não só amigos e familiares, mas todo o município, pelo fato da vítima ser uma pessoa honesta, amiga e trabalhadora.
Depois de quase dois anos, justiça será feita. “São frios e impiedosos na execução, mas amadores no resultado. Por isso ficou mais fácil esclarecer o caso”, explicou o delegado que terá 10 dias para concluir o inquérito.
O Site O Pantaneiro esteve na tarde desta quarta-feira, 23, na Delegacia de Polícia de Aquidauana e aponta alguns esclarecimentos cedidos pelos acusados e pela polícia.
O Delegado Mario Donizete explicou dizendo que é de praxe levar o veículo furtado para o Paraguai ou Bolívia em nossa região. Os assassinos de Eudes, porém, após roubar e matar a vítima, seguiu com o automóvel para o Paraná, Estado em que o carro circulou por dois meses com a placa original (vermelha HRY 3136 de Aquidauana), teve a placa adulterada, foi comprada por um ex-vereador e o mais alarmante ainda: passou pelo Detran, onde um funcionário do órgão público alertou o então proprietário do Uno que o carro era uma “fria”.
Hoje (23) ao serem apresentados a imprensa local, Ronei Grumiker Schmidt e Claudinei dos Santos, ambos de 25 anos, cunhados, autores do crime banal, mantiveram certa resistência para falar, mas depois de algumas horas confessaram friamente terem cometido o crime.
Ambos insistiram em dizer que vieram na cidade atrás de emprego. Claudinei por sua vez disse ter vindo de Mato Grosso, onde visitou sua mãe e de lá resolveu por acaso conhecer Aquidauana, alegando ainda ter trabalho em um lava-jato no centro da cidade e que o empregador não solicitou documentação.
O crime
Eles, Ronei, Claudinei e Eudes saíram do ponto de táxi por volta das 18 horas, passaram em um posto de gasolina, abasteceram R$ 50,00 e rodaram quase uma hora. Em certo momento pediram para o taxista parar, ocasião em que anunciaram o assalto.
O delegado Mario Donizete disse que em depoimento Ronei Grumiker Schmidt, falou que não tinham intenção de matar, e que atirou por terem avistado um farol de carro.
“Os três desceram do carro, realmente Claudinei urinou. Ronei me relatou que a vítima pediu por várias vezes para ser amarrado, para levarem o carro, mas deixarem ele vivo”, revelou o delegado, que afirma que eles tinham sim intenção de matar pelo fato deles não terem a quantia em dinheiro para pagar o taxista.
Pedido não atendido friamente Ronei disparou contra Eudes, agora os assassinos que já estão na Delegacia de Aquidauana, responderão por roubo qualificado com morte, podendo pegar de 20 a 30 anos de reclusão.
O delegado Mario Donizete informou ainda que haverá reconstituição do crime, com data provável para a próxima segunda-feira.