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Aquidauana

Exclusivo: Familiares e amigos de Eudes relatam sobre prisão de assassinos

Nossa redação procurou a família de Eudes, bem como os amigos mais próximos, para saber qual foi o sentimento ao saberem da prisão de Ronei e Claudinei

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Dor, tristeza, alegria, alivio e missão cumprida são os sentimentos que permeiam entre os amigos, familiares, no meio policial, enfim em toda população aquidauanense.

Depois de quase 2 anos a polícia do Paraná encontrou os assassinos já confessos do jovem taxista Eudes Viana, morto com dois tiros na noite de 02 de abril de 2009, na BR 419, que liga Aquidauana a Nioaque.

Em conjunto com o Serviço de Inteligência da Polícia Militar de Aquidauana e também com a Polícia Civil desta cidade, os assassinos Ronei Grumiker Schmidt e Claudinei dos Santos, foram encontrados e já estão em uma cela da Delegacia do município, de onde deverão sair nesta segunda-feira próxima para fazer a reconstituição do crime.

Nossa redação procurou a família de Eudes, bem como os amigos mais próximos, para saber qual foi o sentimento ao saberem da prisão de Ronei e Claudinei. Abaixo você vai ler relatos emocionantes, carregados de saudade.

Eupídeo Viana, irmão mais velho da vítima – “A gente se sente aliviado, meus pais também, choramos muito, porque parece que nós estamos vivendo tudo novamente. Parece que está acontecendo tudo de novo”.

Isabela Ortiz, mãe da única filha de Eudes – “Olha o sentimento é de tristeza e um pouco de conforto por saber que eles estão presos, mas não tem como esquecer a perda, que foi muito grande, é difícil aceitar. Agora esperamos por Justiça. Nossa filha Ana Clara perdeu muito com ausência do pai. Ela sempre pergunta dele, eu digo que ele está com o Papai do Céu, porque ela é nova p entender tudo o que aconteceu. Mesmo os pais dele tratando ela com muito carinho e amor, sempre vai ficar esse vazio, infelizmente. A esperança é que a justiça seja feita. Foi um ótimo pai em vida. A Ana com certeza irá lembrar-se dele para sempre”.

Tiago Braga, com boas recordações conta que quando passaram para Fuzileiro Naval, foram para Campo Grande fazer os exames. “Estávamos lá na minha tia aí ele lembrou que não sabia nadar. Nós já tínhamos “tomado uma” e caímos na piscina para eu ensinar ele. Demos muitas risadas”. Ao saber da notícia Tiago comentou: “Não vai trazer ele de volta, mas a gente fica agradecido pelo trabalho que a polícia fez. Saber que estão presos pessoas que fizeram mal é muito bom. Eles não fizeram mal só para o Eudes, mas para muita gente, porque eram muitas as pessoas que gostavam dele”.

Henrique dos Anjos – “Esperamos que a justiça dos homens seja feita, mesmo achando pouco a condenação da nossa justiça, isso não trará ele de volta. A única certeza é que da justiça de Deus eles não escaparão”.

Brunno Insaurale que estudou durante cinco anos na escola Cejar com Eudes, revelou que o mesmo tinha o apelido de “piu-piu” justamente por ser querido por todos. Quanto a prisão, Brunno destacou: “Muito bom pegarem os bandidos. Bom saber que eles não vão ficar impunes. Ao mesmo tempo em que temos o sentimento de alivio por isso, dá uma revolta por sabermos que daqui alguns anos esses assassinos poderão estar na rua novamente”.

Ana Paula Trindade Silva, na época namorada de Eudes – “A única coisa que sei é que nada irá trazer ele de volta e que ele está em um lugar muito bom. Prefiro acreditar que era a hora dele ir ao encontro de Deus, assim dói menos, porque devemos entender a vontade de Deus”.

Augusto da Silva Ávila, amigo desde infância – “A justiça quem faz é Deus, na terra temos o juiz, o pior de tudo é saber que eles podem cumprir um pouco da pena em liberdade e ainda que poderemos nos deparar um dia na rua com pessoas que tiraram a vida de uma pessoa muito especial. Os sentimentos se misturaram ao saber que a polícia capturou os assassinos, ficamos aliviados e ao mesmo tempo bateu uma tristeza, porque volta a mexer na ferida. O Eudes gostava de viver. Ele sempre aproveitou muito quando criança e adolescente com limite”. Augusto relembrou de momentos únicos: “estávamos juntos na
primeira balada, primeira cachaçada. Estudei com ele desde a pré-escola, passamos juntos no primeiro vestibular que fizemos. Eudes nunca teve um inimigo, quando ele não se sentia bem com alguém que estava por perto, ele disfarçava e saia. Talvez por não ver maldade nas pessoas tenha caído nessa cilada”.

Nossa redação tentou entrar em contato com vários amigos, porém devido ao cotidiano, uns em faculdade, outros no serviço, não foram possíveis realizar as entrevistas. A mãe do jovem Eudes, muito emocionada não conseguiu expressar-se.

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